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Cerca de 250 milhões de pessoas no mundo têm Diabetes
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No Brasil são mais de 13 milhões de pessoas e segundo especialistas, esse número tende a aumentar. Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. A insulina é um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. O corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose, que obtemos por meio dos alimentos, como fonte de energia. Quando a pessoa tem diabetes, no entanto, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente. O nível de glicose no sangue fica alto - a famosa hiperglicemia. Se esse quadro permanecer por longos períodos, poderá haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos, destaca o Dr. Felipe Valeri, endocrinologista, médico do corpo clínico do Hospital São Lucas.

Cerca de 250 milhões de pessoas no mundo têm diabetes. Os números assustam e ajudam a avaliar o tamanho do desafio para combater essa doença. E para reforçar a conscientização a respeito desse mal, principalmente em relação a sua prevenção e as dificuldades enfrentadas pelos pacientes, foi instituída pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no dia 14 de novembro, o Dia Mundial do Diabetes.

Em 2019, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 13 milhões de pessoas vivem com diabetes e esse número tende a aumentar. No Brasil, as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como diabetes, são responsáveis por mais de setenta por cento das mortes, sendo que o excesso de peso é o maior fator de risco para o aumento da doença.

“No Brasil, em 2008, 70,6% dos casos de diabetes em mulheres e 60,3% dos casos de diabetes em homens são atribuídos ao excesso de peso”, destacou a Coordenação Geral de Prevenção de Doenças Crônicas e Controle do Tabagismo do Ministério da Saúde. O acompanhamento e a orientação especializada são essenciais para que o paciente se sinta seguro e para o tratamento desse tipo de doença crônica, principalmente para se sentir apoiado e acolhido para lidar com as diferenças do diabetes.

Principais tipos de Diabetes:
Diabetes tipo 1 - onde o sistema imunológico do corpo ataca e destrói as células que produzem insulina. Principais sintomas tipo 1: vontade de urinar diversas vezes; fome frequente; sede constante; perda de peso; fraqueza; fadiga; nervosismo; mudanças de humor; náusea; vômito.

Diabetes tipo 2 - em que o corpo não produz insulina suficiente ou as células do corpo não reagem à insulina. O diabetes tipo 2 é muito mais comum que o tipo 1. Principais sintomas tipo 2: infecções frequentes; alteração visual (visão embaçada); dificuldade na cicatrização de feridas; formigamento nos pés; furúnculos.

Diabetes Gestacional- Durante a gravidez, para permitir o desenvolvimento do bebê, a mulher passa por mudanças em seu equilíbrio hormonal. A placenta, por exemplo, é uma fonte importante de hormônios que reduzem a ação da insulina, responsável pela captação e utilização da glicose pelo corpo. O pâncreas, consequentemente, aumenta a produção de insulina para compensar este quadro.

Outros tipos
São decorrentes de defeitos genéticos associados com outras doenças ou com o uso de medicamentos. Podem ser: defeitos genéticos da função da célula beta; defeitos genéticos na ação da insulina; doenças do pâncreas exócrino (pancreatite, neoplasia, hemocromatose, fibrose cística, etc.); induzidos por drogas ou produtos químicos (diuréticos, corticóides, betabloqueadores, contraceptivos, etc.).

Pré-diabetes- Pessoas que tem níveis de açúcar no sangue acima da faixa normal, mas não alto o suficiente para ser diagnosticado como tendo diabetes. É conhecido como pré-diabetes. Se o seu nível de açúcar no sangue estiver acima da faixa normal, o risco de desenvolver diabetes completo é maior. É muito importante que o diabetes seja diagnosticado o mais cedo possível, porque ele ficará pior se não for tratado.

Alimentação
A alimentação de toda a população, com ou sem diabetes, deve ser baseada em alimentos in natura (frutas, verduras, legumes e carnes) e produtos minimamente processados (arroz, feijão), limitando o consumo de alimentos processados (geleia, atum enlatado, queijo) e evitando alimentos ultraprocessados (sorvetes, barra de cereal, macarrão instantâneo).

Todas as pessoas, inclusive aquelas com diabetes, devem procurar fazer suas refeições em horários semelhantes todos os dias. Recomenda-se realizar 5 a 6 refeições diárias, evitando “beliscar” alimentos entre as refeições e permanecer longos períodos sem se alimentar. Além disso, orienta-se comer devagar e sempre que possível, em companhia, com familiares, amigos ou colegas de trabalho ou escola.

A pessoa com diabetes deve consumir diariamente verduras (alface, almeirão, couve etc.), legumes (cenoura, pepino, tomate, abobrinha etc.) e frutas, preferencialmente crus, por possuírem maiores quantidades de fibras. As frutas devem ser consumidas em quantidades adequadas e distribuídas corretamente ao longo do dia. Nenhuma fruta é proibida para quem tem diabetes.

Fonte: Dr. Felipe Lellis Valeri CRM-SP: 134.490
Endocrinologista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia


Dezembro/2020
Ivette Lira- Assessoria de Imprensa do Grupo São Lucas
(16) 99137.8088


Editorias: Alimentos  Educação  Esportes  Saúde  Sociedade  
Tipo: Pauta  Data Publicação:
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Empresa: Ivette Lira Intrabartolo  
Contato: Ivette Lira  
Telefone: 16--

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