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No final de julho, foi sancionada a Lei 14.624, que formaliza o uso nacional da fita com desenhos de girassóis como identificação de pessoas com deficiências ocultas, ou seja, aquelas que podem não ser percebidas de imediato. De acordo com a lei, o uso do símbolo será opcional. O exercício dos direitos da pessoa com deficiência não estará condicionado ao acessório. Da mesma forma, o símbolo não substitui a apresentação de documento comprobatório de deficiência quando solicitado.

As deficiências ocultas são aquelas que podem não serem percebidas de imediato. É o caso da surdez, das deficiências cognitivas e das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Nos últimos anos, a conscientização acerca dos direitos dessas deficiências tem ganhado o espaço na sociedade, principalmente sobre as pessoas/indivíduos autistas.

A neurodiversidade do autismo pode ocasionar diferenças no processamento sensorial, principalmente auditivo, tornando certos ambientes opressores para indivíduos no espectro autista, causando reações de medo e ansiedade. A utilização de abafadores de ruídos, por exemplo, pode ser uma solução promissora para enfrentar essa superestimulação sensorial em ambientes com muita movimentação como shoppings, restaurantes, igrejas, bares e outros.

Os abafadores de ruídos podem desempenhar um papel fundamental em criar ambientes mais inclusivos, minimizando o ruído de fundo e permitindo uma participação mais tranquila. De acordo com pesquisas realizadas com familiares e indivíduos com TEA, os relatos apontam que o uso de abafadores de ruídos tem demonstrado redução da ansiedade e aumento de comportamentos calmantes. Além disso, esses dispositivos podem melhorar a atenção, aumentar o prazer em atividades e facilitar a exploração de ambientes que antes eram evitados.

Mesmo com os benefícios, é importante considerar algumas preocupações. Pode surgir alguma dependência dos abafadores, desconforto devido a diferentes modelos e padrões, estigma associado ao uso, volume de ruídos bloqueados e higienização adequada para garantir um uso eficaz. Para utilizar corretamente os abafadores de ruídos, o correto seria ajustar a altura das conchas para cobrir completamente as orelhas, evitar que cabelos obstruam o abafador, permitir que a orelha fique solta dentro da concha para melhor eficiência, além de manter a concha na posição vertical.

Lidar com a resistência inicial ao uso dos abafadores pode exigir estratégias preparatórias e tempo para adaptação, visando eliminar qualquer desconforto e garantir a aceitação consistente. Vale ressaltar que a eficácia dos abafadores de ruídos varia conforme a sensibilidade auditiva do indivíduo no espectro autista. Geralmente, indivíduos com níveis mais intensos de autismo, como moderado e severo, podem se beneficiar mais deste recurso.

O potencial significativo da utilização de abafadores de ruídos para atenuar a superestimulação sensorial e promover a inclusão de indivíduos com TEA é claro. Compreender seus benefícios, considerações importantes e a maneira adequada de uso pode contribuir para melhorar a qualidade de vida e a acessibilidade dessas pessoas.



Luzana Lopes, professora de enfermagem da Estácio, especialista em saúde mental e mestra em saúde coletiva.

Editorias: Cultura e Lazer  Educação  Política  Saúde  
Tipo: Pauta  Data Publicação:
Fonte do release
Empresa: Guilherme de Melo  
Contato: Guilherme  
Telefone: 62-30971406-00

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