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Três coisas que aprendi com o cooperativismo
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Ingo Régis, Diretor Administrativo da Unicred União - crédito: Gabriel Richartz
Ingo Régis, Diretor Administrativo da Unicred União - crédito: Gabriel Richartz

Três coisas que aprendi com o cooperativismo



INGO RÉGIS
Diretor administrativo da Unicred União

Em julho, completei 26 anos de atuação ininterrupta na Unicred União. Quando comecei, a cooperativa de crédito ensaiava os passos iniciais, então como Unicred Litoral. A sede ficava em uma garagem anexa ao prédio da Unimed em Itajaí, não havia mais de 70 cooperados e lembro que comemoramos com um café quando concedemos os primeiros R$ 100 mil em crédito, ainda nos anos 90. Bem diferente do que é hoje, uma cooperativa sólida com 20 mil associados, mais de R$ 1 bilhão em ativos administrados e uma das três maiores singulares do Sistema Unicred no país.
Dedicação e uma boa dose de amadurecimento, em especial na minha atuação como gestor, separam os dois momentos. Para mim esse é um período de consolidação não apenas de uma bonita trajetória profissional, mas de uma visão de mundo. Sei que há muitos desafios pela frente, mas para quem está chegando e quer conhecer melhor o universo das cooperativas, destaco três aprendizados que o cooperativismo me trouxe:

1. É feito por pessoas e para as pessoas

Gostar de gente é condição para viver o dia a dia do cooperativismo, pois nele tudo acontece em função do ser humano. Existimos porque pessoas (os cooperados) se uniram por um objetivo comum, trabalhamos sempre em equipe, nosso objetivo é gerar prosperidade para as pessoas (os cooperados, de novo) e o fruto do que fazemos beneficia mais e mais pessoas (a comunidade), pois é reinvestido no próprio lugar. E por estarmos o tempo todo em contato com pessoas, conhecendo-as e cuidando delas, o cooperativismo gera algo que humaniza ainda mais: a sensação de pertencimento.

2. O cooperativismo se renova a cada dia

As cooperativas têm quase 180 anos – a primeira surgiu em 1844 no bairro de Rochdale, em Manchester (Inglaterra) – e seu conceito continua dinâmico, contemporâneo. Sete princípios norteiam tudo isso: livre adesão, gestão democrática, participação dos membros, autonomia e independência, educação, intercooperação e interesse pela comunidade. Se você reparar bem, eles continuam atualíssimos. Nesse período todo, as cooperativas se moldaram a todas as mudanças do mundo e estão prontas para se adaptar ao futuro. E quando falo disso me refiro em especial à forma de pensar. Como o cooperativismo sempre se renova, eu me sinto em uma cooperativa nova a cada dia.

3. O cooperativismo produz legados

Em minha jornada particular, me enxergo construindo a longevidade da minha cooperativa para retribuir a confiança que a diretoria, os cooperados e a equipe sempre me deram. Além disso, me realizo sabendo que estou contribuindo para a formação das pessoas que trabalham comigo, elas próprias responsáveis pelo futuro da cooperativa. Considero esses os meus legados, mas você pode conversar com qualquer pessoa que vive intensamente o cooperativismo e a resposta será a mesma: ao olhar para trás, se vê o propósito do caminho percorrido. Nunca é uma caminhada em vão.


Editorias: Economia  Negócios  Serviços  Recursos Humanos  Seguro e Previdência  
Tipo: Pauta  Data Publicação:
Fonte do release
Empresa: Vigia Comunicação  
Contato: Brigida Dettmer  
Telefone: 48-991726715-

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