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EDUCAÇÃO 360| Claudio Sassaki, cofundador da Geekie, debate como a educação digital pode combater as fake news nas escolas
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✓ No Museu do Amanhã, nos dias 24 e 25 de setembro, o Educação 360 – seminário internacional que chega à quinta edição –, reunirá especialistas brasileiros e estrangeiros, que conduzem iniciativas transformadoras e que vivenciam a educação sob diferentes pontos de vista. Entre os temas, destaque para o papel do ensino no desafio de barrar as notícias falsas. O tema será discutido no “Educação: antídoto contra as fake news?”, painel que contará com a participação de
Claudio Sassaki, mestre em Educação por Stanford e cofundador da Geekie.

São Paulo, 20 de setembro de 2018 – No Brasil, cerca de 30% das crianças e adolescentes, com idade entre 11 e 17 anos, não checam a veracidade das informações lidas e compartilhadas na internet, de acordo com pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação. Quando desafiados a julgar as próprias habilidades na internet, 76% dos jovens acreditam saberem mais do que os pais – de acordo com o levantamento da TIC Kids Online. No entanto, da teoria à prática, em um experimento conduzido pela mesma organização, 30% dos jovens não souberam verificar se uma informação na internet estava correta. Esses dados revelam que o nativo digital precisa da orientação e mediação de pais e educadores para lidar com a complexidade das notícias falsas. A temática será tratada no painel Educação: antídoto contra as fake news? que integra o seminário Educação 360.

Mestre em Educação pela Universidade de Stanford e cofundador da Geekie, Claudio Sassaki será um dos debatedores do painel, que será realizado no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, na próxima terça-feira, 25 de setembro, às 11h30. Um dos tópicos do seminário – que questionará como a educação deve responder aos desafios do mundo da pós-verdade – será a inclusão da “educação midiática” na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Nela, a determinação de desenvolver, em todas as séries do ensino fundamental, as competências associadas a compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética.

Segundo Sassaki, a educação digital é uma das formas mais eficientes para combater as distorções e uso equivocado das redes sociais e de aplicativos como WhatsApp. Capacitar o aluno para reconhecer quando se está diante de uma fake news é muito importante; entretanto, mais significativo é ter senso crítico diante de qualquer informação disponível. Saber o que compartilhar, como agir e se algo é de fato útil para a construção do próprio aprendizado – e da coletividade. A falta dessa reflexão é parte de um movimento que tem gerado conflito e segregação de opiniões na rede.

Na percepção do especialista – cofundador da Geekie, empresa brasileira que se tornou referência em educação com apoio de tecnologia –, educar para a cidadania digital vai além da disseminação da compreensão de conceitos como pegadas digitais, por exemplo. “O aluno tem que ser preparado para ver e compreender a relevância desse conhecimento, entender como as pegadas digitais influenciam na forma como ele será visto na internet; como a reputação online pode influenciar a busca de um emprego ou vaga acadêmica, no futuro. Esse aprendizado envolve disponibilizar insumos para o alcance da cidadania, ou seja, uma aprendizagem significativa e que é muito relevante para o cotidiano desse estudante”, avalia Sassaki.

Educação digital como instrumento pedagógico de combate às notícias falsas
Os nativos digitais não associam a tecnologia à inovação, como as gerações anteriores o fazem. Enxergam a tecnologia como parte natural do mundo em que vivem – embora essa naturalidade não signifique destreza ou domínio pleno, sobretudo no que diz respeito à interação entre o mundo online e offline. Nesse cenário, cerca de 15 escolas particulares de São Paulo incluíram a Educação Digital no currículo, dada a relevância do tema – preparar novas gerações de brasileiros para lidar com a complexidade da “vida digital”. Habilidades como argumentação, empatia, pensamento crítico e autorreflexão são parte importante desse conteúdo.

Na Geekie, a educação digital – representada pela plataforma Geekie One – está pautada no tripé riscos, desafios e oportunidades que o mundo digital proporciona. A condução ocorre dentro de um processo de aprendizagem significativa que leva para a sala de aula casos reais e próximos da vida de cada estudante. Com metodologias ativas, abre-se espaço para discussões sobre fatos reais – casos que agregam valor não apenas ao que é aprendido, mas que impulsionam o protagonismo e aprendizagem colaborativa dentro da sala de aula. Como resultado, torna-se possível desenvolver competências bastante relevantes na formação de estudantes, alinhadas inclusive à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). “O aluno exercita, na sala de aula, a empatia, diálogo, desenvolvimento do pensamento crítico, cooperação e capacidade de resolução de problemas. Essa capacitação tem um potencial incrível que formar cidadãos com escuta ativa e sensibilidade para as questões coletivas”, ressalta Sassaki.


DICAS PARA IDENTIFICAR NOTÍCIAS FALSAS

1. Descubra se você está preso a uma bolha virtual de conteúdo
Ao acessar uma rede social comece a notar com qual frequência você lê postagens sobre um mesmo assunto. Verifique se as publicações que acessa ou interage são sempre feitas pelas mesmas pessoas, páginas ou grupos. A recorrência de uma mesma visão de mundo pode indicar que você faz parte de uma bolha virtual de conteúdo.

2. Reflita sobre as escolhas de perfis que costuma seguir
Quais são os critérios que você usa para seguir um perfil que divulga notícias e opiniões nas redes sociais? Se costuma acompanhar quem pensa exatamente como você, reveja essa prática. Procure construir uma rede com diferentes pontos de vista a respeito de um determinado assunto. A tendência é estabelecermos conexões com o potencial de reforçar nossas crenças e gostos pessoais. Fuja dela.

3. Pesquise sobre a fonte das informações que recebe pela internet
Ao se deparar com uma notícia, verifique a confiabilidade da fonte da informação. Procure responder a algumas perguntas simples:
- Existem mais sites que você conhece reportando o mesmo acontecimento? Em caso negativo, desconfie da notícia.
- A notícia está amparada em fatos objetivos, depoimentos de testemunhas e falas de especialistas respeitados?
- O título da notícia é incompleto e usa verbos imperativos para que você clique na publicação? Como, por exemplo: \"Papa Francisco anuncia apoio a candidato à Presidência dos Estados Unidos. Veja quem foi o escolhido”. Se a resposta for sim, desconfie.
- O título da notícia é categórico e sensacionalista? Exemplo: “Confirmado pelo MEC – Universidades públicas serão extintas por todo o país.” Nesse caso é bem provável que o conteúdo seja falso ou impreciso.
- Qual é o histórico do site que está publicando a notícia? Visite seções como “Contato” e “Sobre nós” e confira o currículo dos profissionais que assinam as reportagens. Se os artigos não estiverem assinados, fique alerta.
- Qual é a qualidade dos textos publicados? Erros gramaticais, letras em caixa alta e pontos de exclamação podem indicar que a notícia é falsa. Imagens distorcidas ou com baixa qualidade também são sinais que devem ser considerados.
- A notícia divulgada por um site ou personalidade que trabalha com humor? Observe o tom da publicação e analise a proposta editorial de quem está distribuindo o conteúdo. Você pode estar diante de uma brincadeira.
- O site possui uma grande quantidade de anúncios publicitários que poluem a tela e interrompem a leitura cada momento? Provavelmente, o objetivo desse site é ganhar dinheiro às suas custas. Fuja desse tipo de ambiente.
- Qual é a data da notícia? Identifique se a notícia pode ter acontecido, de fato, quando a informação foi reportada.

4. Se ainda tiver dúvidas a respeito da veracidade da informação, recorra a organizações que trabalham com a verificação de fatos (fact-checking). No Brasil, existem alguns sites que fazem esse trabalho como a Agência Lupa, Aos Fatos e Agência Pública. O papel dessas entidades é apoiar na checagem de dados, falas de políticos e acontecimentos; e promover o combate à desinformação. Outros sites conhecidos que se dedicam a investigar boatos na internet são: Boatos.org e E-Farsas. Plataformas digitais – Google e Facebook – adotaram medidas para combater as notícias falsas. O Google, por exemplo, criou um selo de verificação de fatos para alguns artigos exibidos pelo Google Notícias. O selo identifica reportagens cujas informações tenham sido verificadas pelos próprios veículos de mídia ou por organizações especializadas em checagem.

5. Assista ao vídeo Como se espalham as notícias falsas, de Noah Tavlin: http://www.youtube.com/watch?v=cSKGa_7XJkg&vl=pt-BR



MAIS INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA
Frida Luna Boutique de Comunicação
Betânia Lins imprensa@geekie.com.br
Celular: (11) 9 7338-3879

Editorias: Educação  Internet  Recursos Humanos  Sociedade  Teen  
Tipo: Pauta  Data Publicação:
Fonte do release
Empresa: Betânia Lins  
Contato: Betânia Lins  
Telefone: 11-9 7338387-

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