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| Instituições financeiras brasileiras precisam reforçar gestão de capacidade e investimentos em ITSM para atender exigências regulatórias e acelerar uso de IA |
 | | Bruno Moreira, country director BMC Helix Brasil |
Bancos, seguradoras, fintechs e corretoras de investimentos ampliam investimentos em ITSM, automação e inteligência artificial para reforçar conformidade regulatória, aumentar eficiência operacional e ganhar maior previsibilidade na gestão de ambientes financeiros cada vez mais complexos e orientados por dados
São Paulo, Brasil, julho de 2026 - A conformidade regulatória tornou-se um dos principais desafios operacionais das instituições financeiras em um ambiente de rápida transformação digital do setor. Se descumprirem regulamentações financeiras do Brasil, bancos, seguradoras, financeiras, fintechs e corretoras de investimentos pode ter de arcar com multas significativas, ações judiciais e até consequências pessoais para executivos. Essa realidade reforça a necessidade de maior controle sobre infraestrutura, dados e capacidade operacional.
“As exigências variam entre países, mas o objetivo comum é garantir a estabilidade do sistema financeiro, proteger clientes e reduzir riscos sistêmicos. Nos últimos anos, instituições financeiras ao redor do mundo foram penalizadas com multas bilionárias por falhas de compliance, casos que evidenciam o impacto financeiro e reputacional da não conformidade”, afirma Bruno Moreira, country manager da Helix Brasil.
Além das penalidades, órgãos reguladores, como o Banco Central (BC), estabelecem diretrizes rigorosas para gestão de capacidade, incluindo planejamento tecnológico, testes de estresse, continuidade de negócios, gestão de fornecedores e monitoramento de desempenho. O cumprimento dessas exigências é considerado essencial para evitar sanções e garantir a resiliência operacional.
Bancos, seguradoras, fintechs e corretoras ampliam investimentos em ITSM
Por esta razão, as instituições financeiras nacionais têm intensificado os investimentos em modernização tecnológica como forma de sustentar crescimento digital, atender exigências regulatórias locais e aumentar eficiência operacional. “Nos últimos anos, nosso setor financeiro como um todo tem direcionado parte relevante dos investimentos para plataformas de gestão de serviços de TI (ITSM), automação de processos e ferramentas de monitoramento dos sistemas. O objetivo é melhorar o controle de ambientes complexos e altamente distribuídos, que vão desde sistemas legados em grandes bancos até arquiteturas nativas em nuvem utilizadas por fintechs”, explica Moreira
Para bancos e seguradoras, a prioridade está na robustez operacional, continuidade de serviços críticos e conformidade regulatória, especialmente em áreas sensíveis como pagamentos, crédito, sinistros e atendimento ao cliente. Já as fintechs priorizam escala, automação intensiva e velocidade de lançamento de novos produtos digitais, enquanto corretoras de investimentos buscam alta disponibilidade, baixa latência e rastreabilidade de operações em tempo real, fundamentais para a experiência do investidor.
A Helix observa que, em muitas instituições, o ITSM deixou de ser apenas uma solução operacional e passou a ocupar papel estratégico, integrando áreas de infraestrutura, segurança, desenvolvimento e operações em um modelo mais orientado a serviços.
Pressão por eficiência e uso crescente de IA
O setor financeiro também vive uma mudança estrutural na forma como utiliza dados para tomada de decisão. Por isso, as instituições estão ampliando investimentos em inteligência artificial (IA) e machine learning para melhorar previsões, automatizar processos e otimizar o uso de recursos. “No Brasil, essa tendência é transversal entre bancos, seguradoras, fintechs e corretoras, que buscam integrar IA aos seus ecossistemas de ITSM e operações para acelerar resolução de incidentes, prever falhas e reduzir custos operacionais”, diz Moreira. Simultaneamente, cresce a demanda por maior visibilidade sobre o consumo de recursos de TI e capacidade de prever mudanças na demanda de negócios, uma necessidade crítica em ambientes altamente regulados ou altamente escaláveis.
“Diante desse contexto, soluções de otimização contínua têm ganhado relevância ao possibilitar que as instituições financeiras alinhem recursos tecnológicos às demandas do negócio de forma mais precisa e automatizada”, ressalta Moreira. Segundo ele, entre os principais benefícios associados a esse tipo de abordagem estão a melhoria na previsibilidade de capacidade, simulações de migração para ambientes em nuvem, identificação antecipada de saturação de sistemas e melhor planejamento de performance de aplicações.
A adoção de soluções de ITSM também ajuda o setor financeiro a atender requisitos críticos como rastreabilidade ponta a ponta de incidentes e mudanças, padronização de fluxos de atendimento e suporte, gestão centralizada de níveis de serviços e KPIs operacionais, governança e controle de mudanças em ambientes críticos, gestão estruturada de fornecedores e terceiros de TI, além de maior visibilidade operacional e capacidade de auditoria para fins regulatórios.
De acordo com o CEO da Helix Brasil, bancos e seguradoras precisam de resiliência e previsibilidade para sustentar operações críticas e reguladas, enquanto fintechs demandam automação extrema e redução do tempo de resposta para sustentar crescimento acelerado. Já corretoras exigem precisão em tempo real e rastreabilidade completa das operações, e todas essas verticais compartilham a necessidade de redução de complexidade operacional e maior uso de dados para tomada de decisão.
“O setor financeiro como um todo está passando por uma mudança estrutural: não basta apenas operar com estabilidade, é preciso ter inteligência. Isso significa transformar dados operacionais em decisões automáticas e reduzir o tempo entre incidente, diagnóstico e resolução”, detalha Moreira. Ele afirma que instituições que adotaram práticas mais avançadas de gestão de capacidade relatam ganhos como redução de esforço operacional, maior eficiência no uso de recursos, diminuição de riscos de indisponibilidade e melhor suporte à tomada de decisão baseada em dados.
Automação, previsibilidade e redução de riscos
A aplicação de IA e machine learning nesse contexto também garante maior capacidade de previsão de incidentes, identificação de gargalos e otimização contínua de infraestrutura. Isso contribui diretamente para reduzir falhas de desempenho e evitar interrupções em serviços críticos. Além disso, a automação de processos de monitoramento e análise de capacidade reduz a dependência de atividades manuais, permitindo que equipes de TI atuem de forma mais estratégica e menos reativa, um ponto especialmente relevante para as instituições nacionais, que operam sob forte pressão regulatória, competitiva e de escala digital.
“A crescente complexidade regulatória e operacional do setor exige que as instituições adotem abordagens mais sofisticadas de gestão de capacidade e conformidade. Esse movimento é reforçado por investimentos contínuos em modernização de TI e adoção de plataformas de ITSM
como base para a operação digital”, detalha Moreira. Para ele, a combinação de automação, análise preditiva e inteligência artificial tem se consolidado como um caminho para aumentar eficiência, reduzir riscos e garantir aderência às exigências regulatórias.
Em um ambiente cada vez mais orientado por dados e alta disponibilidade, a capacidade de antecipar demandas e otimizar recursos deixa de ser só uma vantagem competitiva e passa a ser um elemento central da sustentabilidade operacional no setor financeiro.
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