E-mail


Senha

Lembrar senha

   
Informe o e-mail usado para fazer o login


   



Pesquisa




Malware que rouba credenciais bancárias “lacrou” em 2023 e retorna em 2024
Enviar release
Este release no seu Blog ou Site
Imagem Ilustrativa - Divulgação Check Point Software
Imagem Ilustrativa - Divulgação Check Point Software

A Check Point Research (CPR), divisão de Inteligência em Ameaças da Check Point Software, publicou o Índice Global de Ameaças referente ao mês de dezembro de 2023. Os pesquisadores da CPR informaram o retorno do Qbot, quatro meses depois de as autoridades policiais internacionais e dos Estados Unidos terem desmantelado a sua infraestrutura na Operação Duck Hunt em agosto de 2023. Enquanto isso, o downloader de JavaScript FakeUpdates saltou para o primeiro lugar no ranking global do final do ano.

Em dezembro do ano passado, o malware Qbot foi utilizado pelos cibercriminosos como parte de um ataque de phishing de escala limitada dirigido a organizações do setor de hotelaria. Na campanha, os pesquisadores da CPR descobriram que os hackers se fizeram passar pela Receita Federal dos Estados Unidos (o órgão IRS - Internal Revenue Service) e enviaram e-mails maliciosos contendo anexos PDF com URLs incorporadas ligadas a um instalador da Microsoft.

Uma vez ativado, este instalador desencadeava uma versão invisível do Qbot que se aproveitava de uma biblioteca Dynamic Link Library (DLL) incorporada. Anterior a agosto de 2023, o Qbot dominava o índice de ameaças, tanto globalmente como no Brasil, classificando-se como um dos três malwares mais prevalentes durante dez meses consecutivos. Embora não tenha voltado entre os Top 10 Malwares do índice, os próximos meses determinarão se o Qbot recuperará a notoriedade que tinha previamente.

Entretanto, o FakeUpdates continuou a sua ascensão ao topo depois de ter reaparecido no final de 2023, alcançando o primeiro lugar do ranking global com um impacto de 2%. O Nanocore também manteve uma posição entre os cinco primeiros durante seis meses consecutivos, ocupando o terceiro lugar em dezembro; e registraram-se novas entradas dos malwares Ramnit e Glupteba.

\"Ver o Qbot de volta ao cenário menos de quatro meses depois de a sua infraestrutura de distribuição ter sido desmantelada é um lembrete de que, embora possamos interromper as campanhas de malware, os cibercriminosos por trás delas se adaptarão às novas tecnologias\", alerta Maya Horowitz, vice-presidente de pesquisa da Check Point Software. \"É por isso que as organizações são orientadas a adotar uma abordagem preventiva à segurança dos endpoints e a realizar a devida diligência sobre as origens e a intenção de um e-mail\", completa Maya.

A equipe da CPR também revelou que \"Apache Log4j Remote Code Execution (CVE-2021-44228) e \"Web Servers Malicious URL Directory Traversal\" foram as vulnerabilidades mais exploradas, afetando 46% das organizações em todo o mundo. A \"Injeção de comandos Zyxel ZyWALL (CVE-2023-28771)\" veio na sequência com um impacto global de 43%.

Principais famílias de malware
* As setas referem-se à mudança na classificação em comparação com o mês anterior.

O FakeUpdates e o Formbook foram os malwares mais prevalentes em dezembro de 2023, com um impacto de 2% nas organizações mundiais, seguidos pelo Nanocore, com um impacto global de 1%.

↑ FakeUpdates - Fakeupdates (também conhecido como SocGholish) é um downloader escrito em JavaScript. Ele grava as cargas no disco antes de iniciá-las. FakeUpdates levou a comprometimentos adicionais por meio de muitos malwares adicionais, incluindo GootLoader, Dridex, NetSupport, DoppelPaymer e AZORult.

↓ Formbook - É um infoStealer direcionado ao sistema operacional Windows e foi detectado pela primeira vez em 2016. É comercializado como Malware-as-a-Service (MaaS) em fóruns de hackers ilegais por suas fortes técnicas de evasão e preço relativamente baixo. O FormBook coleta credenciais de vários navegadores da Web, captura telas, monitora e registra digitações de teclas e pode baixar e executar arquivos de acordo com as ordens de seu C&C (Comando & Controle).

↑ Nanocore - É um Trojan de Acesso Remoto (RAT) que tem como alvo os usuários do sistema operacional Windows e foi observado pela primeira vez em 2013. Todas as versões do RAT contêm plugins e funcionalidades básicas, como captura de tela, mineração de criptomoedas, controle remoto do ambiente de trabalho e roubo de sessões de webcam.

A lista global completa das dez principais famílias de malware em dezembro de 2023 pode ser encontrada no blog da Check Point Software.

Principais setores atacados no mundo e no Brasil

Em dezembro de 2023, a Educação/Pesquisa continuou a ser o setor mais atacado a nível mundial, seguido das Comunicações e do Governo/Forças Armadas.

1.Educação/Pesquisa
2.Comunicações
3.Governo/Forças Armadas

No Brasil, os três setores no ranking nacional mais visados por ciberataques durante o mês de dezembro foram:

1. Utilities (média de 1.891 ataques semanais por organização nos últimos seis meses – julho a dezembro 2023)
2. Transportes (média de 1.744 ataques semanais por organização nos últimos seis meses – julho a dezembro 2023)
3. Governo/Forças Armadas (média de 1.951 ataques semanais por organização nos últimos seis meses – julho a dezembro 2023)

Principais vulnerabilidades exploradas

Em dezembro, \"Apache Log4j Remote Code Execution (CVE-2021-44228)\" e \"Web Servers Malicious URL Directory Traversal\" foram as vulnerabilidades mais exploradas, afetando 46% das organizações a nível mundial, seguidas da \"Zyxel ZyWALL Command Injection (CVE-2023-28771)\" com um impacto global de 43%.

Principais malwares móveis

Em dezembro, o Anubis permaneceu em primeiro lugar como o malware móvel mais difundido, seguido por AhMyth e Hiddad.

1.Anubis é um cavalo de Troia bancário projetado para smartphones Android. Desde que foi detectado inicialmente, ele ganhou funções adicionais, incluindo a funcionalidade Remote Access Trojan (RAT), keylogger, recursos de gravação de áudio e vários recursos de ransomware. Foi detectado em centenas de aplicativos diferentes disponíveis na Google Store.

2.AhMyth é um Trojan de acesso remoto (RAT) descoberto em 2017. Ele é distribuído por meio de aplicativos Android que podem ser encontrados em lojas de aplicativos e vários sites. Quando um usuário instala um desses aplicativos infectados, o malware pode coletar informações confidenciais do dispositivo e executar ações como keylogging, captura de tela, envio de mensagens SMS e ativação da câmera, que geralmente é usada para roubar informações confidenciais.

3.Hiddad é um malware Android que reembala aplicativos legítimos e os libera em uma loja de terceiros. Sua principal função é exibir anúncios, mas também pode obter acesso aos principais detalhes de segurança incorporados ao sistema operacional.

Os principais malwares de dezembro no Brasil

Em dezembro, o ranking de ameaças do Brasil contou com o Chaes na liderança do ranking com impacto de cerca de 3%; em segundo lugar, o Fakeupdates cujo impacto foi de 2,76% (pouco a mais que o global de 2,32%); enquanto o Nanocore permaneceu em terceiro lugar com impacto de cerca de 2%.

Editorias: Economia  Informática  Internet  Negócios  Serviços  
Tipo: Pauta  Data Publicação:
Fonte do release
Empresa: Juliana Vercelli  
Contato: Juliana Vercelli  
Telefone: 11-4152-1862-

Envie um e-mail para o(a) responsável pela notícia acima:
Seu nome

Seu e-mail

Mensagem

Digite o código mostrado abaixo

  
Skype:
MSN:
Twitter:
Facebook:
Eventos
Copyright 2008 - DIFUNDIR - Todos os direitos reservados. Não é permitida a reprodução deste conteúdo sem prévia autorização.