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Estudo inédito aponta que trabalhadores terceirizados ganham menos e têm sentimento de descarte
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A pesquisa, feita em âmbito nacional, indica que a maioria trabalha dessa forma por ser a única opção e que com a crise é mais fácil encontrar esse tipo de emprego


Os trabalhadores terceiros cumprem uma jornada maior de trabalho, contam com menor estabilidade e têm um sentimento de “descarte”, uma das palavras mais identificadas durante as entrevistas que resultaram em um estudo nacional e pioneiro no Brasil, primeiro a ouvir empregados terceiros, denominado “Terceirização e Engajamento no Trabalho”. Feito ao longo do segundo semestre de 2019, pela Santo Caos, consultoria especializada em engajamento, constatou também que 59% dos terceirizados não gostam de trabalhar dessa forma e dizem que é melhor ser próprio.

Jean Soldatelli, especialista em engajamento e sócio fundador da Santo Caos, explica que o estudo busca compreender um panorama preocupante. “Uma série de dados nos chamava a atenção para esse tema: o fato de 70% das greves do setor privado em 2018 serem feitas por terceiros, a rotatividade dos terceiros ser o dobro da rotatividade dos próprios, o número de acidentes de trabalho ser 11% maior com os terceiros. Além disso, percebemos em diversos projetos com grandes empresas que os terceiros têm uma relação muito diferente de trabalho, são uma força de trabalho muitas vezes desumanizada e invisível. É muito sério e urgente que governo, empresas e sociedade voltem seus olhos para essa questão, já que existem projeções de chegarmos a 2026 com 75% dos trabalhadores brasileiros contratados como terceiros”, revela o empresário.

Descarte e invisibilidade foram palavras recorrentes nas entrevistas do estudo da Santo Caos. O terceiro se sente facilmente descartável, como se fosse uma “ferramenta”. Além disso, o terceiro é invisível, pois não é inserido em ritos da empresa que o contratou, não recebe feedbacks, a não ser as críticas, logo, não se sente reconhecido.

Com isso, o terceiro enxerga a empresa prestadora de serviços de uma forma distante e negativa, e por outro lado, vê a empresa cliente com gratidão por lhe assegurar um emprego, mesmo sentindo discriminação e a sensação de descarte. Exemplo disso é que 64% dos terceiros falam para amigos e familiares que trabalham na empresa cliente. Já os próprios têm uma percepção de que não vale a pena terceirizar porque o terceiro tem uma pior gestão e, por isso, é menos engajado.

O estudo também analisou o engajamento de terceirizados em três grupos de funções, sendo: Operacional (faxineiro, vigilante, motorista, porteiro, etc.); Administrativo (vendedor, auxiliar de escritório, assistentes administrativos, recepcionista, etc); Especialista (secretária executiva, tradutor, designer, tecnologia da informação (TI), etc.).

Quem é o terceirizado no Brasil – Foram identificados, no levantamento, cinco perfis de quem trabalha como terceiro. São eles:

O primeiro perfil de trabalhador terceirizado, chamado de “Quase Próprio” (34%), é aquele mais jovem (entre 25 e 31 anos), com função administrativa. Na maioria, são homens que estão na primeira experiência e com um tempo de um a dois anos como terceiro. O Quase Próprio nem se define como terceiro, se considera próprio e diz o nome da empresa cliente na sua identificação. Seu sentimento é de entusiasmo e enxerga a terceirização como uma questão de conjuntura socioeconômica potencializada pela atual crise no País.

O “Expert” (18%) tem função de especialista, maioria mulher e tem entre 32 e 38 anos. Já teve algumas experiências em clientes diferentes e tem até um ano como terceiro. Ele se identifica não como um terceiro, mas como um consultor especializado. Porém, na prática, ele se vê como uma ferramenta de uma área e que os colegas próprios são os que levam os créditos do trabalho, portanto, seu sentimento é o de ressentimento. Assim como o Quase Próprio, também entende que ser terceiro, neste netes momento, é algo conjuntural.

O “Sr. Conforto” (12%) é um adulto maduro (38 a 52 anos), homem, operacional, tendo passado a maior parte da carreira como terceirizado ou já está como terceirizado há um tempo considerável e obteve certo destaque. Entende que, para sua função, a única opção é ser terceirizado e está confortável com isso. Seu sentimento é de satisfação.

O perfil “Por um Tempo” (20%) atua nas funções administrativa ou como especialista e tem entre 39 e 45 anos, sendo, em sua maioria, mulheres. Após alguns processos seletivos frustrados, o medo pesou. Na sua visão a terceirização é algo temporário, seu desejo para o futuro é ser dono do próprio destino, seja empreendendo, seja mudando de área, logo, seu sentimento é o de medo.

O “Paga Boleto” (16%), mais operacional, com gênero misto (18 a 24 anos e 46 a 59 anos), disse que outras opções nem foram consideradas, pois não enxerga como poderia ser diferente. Tem entre um a cinco anos de contrato, diz o nome da prestadora de serviço como sua identificação, considera que “a vida é esta: pagar boleto, ir vivendo dia a dia”. E só pensa nessas obrigações, independentemente do tipo de contrato de trabalho, enxerga que será inferiorizado, portanto, tem um sentimento de inferioridade.

Para Jean Soldatelli, engajar é função das duas empresas: “O processo de engajamento é fundamental para a produtividade, para o sentimento de pertencimento do colaborador, para sua saúde mental, para a melhoria dos seus resultados no trabalho como um todo e isso deve ser de responsabilidade das duas empresas, em um trabalho conjunto e de complementaridade”, afirma o especialista.

Metodologia - O estudo “Terceirização e Engajamento” foi feito pela Santo Caos ao longo do 2º semestre de 2019. Ao todo foram abordadas 1.112 pessoas, em todos os estados brasileiros, mais o Distrito Federal, por meio de entrevistas presenciais e online. A margem de erro é de 2,9% e um nível de confiança de 95%.

Perfil dos respondentes - Foram 47% dos entrevistados com contrato terceiro e 53% dos entrevistados com contrato próprio.
Dos entrevistados com contrato terceiro: 48% são homens e 52% são mulheres, a maioria com faixa etária entre 18 e 31 anos, sendo 48% localizados na região Sudeste, 24% no Nordeste, 11% no Sul, 9% no Centro-Oeste e 8% no Norte. Em relação à raça: 39% se declararam branca, 43% parda, 13% preta, 4% amarela e 1% indígena.
Dos entrevistados com contrato próprio: 51% são mulheres e 49% são homens, a maioria com faixa etária entre 18 e 38 anos, sendo 52% localizados na região Sudeste, 19% no Nordeste, 16% no Sul, 7% no Centro-Oeste e 6% no Norte. Em relação à raça: 53% se declararam branca, 36% parda, 8% preta, 2% amarela e 1% indígena.

Sobre a Santo Caos
A Santo Caos é a primeira consultoria de engajamento do Brasil. Fundada em 2013, possui metodologia própria, registrada e aplicada em mais de 60 empresas, engajando quase 500 mil pessoas. Seu objetivo é entender o comportamento, mensurar o engajamento e mobilizar públicos, internos ou externos, para a melhoria da conexão entre pessoas e instituições. Alguns clientes que já tiveram seu engajamento potencializado pela Santo Caos: McDonald’s, RaiaDrogasil, Facebook, Ambev, Greenpeace, Unimed, Duratex, Via Varejo, PepsiCo, entre outras. Mais informações em: http://www.santocaos.com.br.

Informações à imprensa estudo “Terceirização e Engajamento”
ACTA Comunicação Integrada
http://www.actacomunicacao.com.br
Cristiane Sampaio - (11) 9 9834-0264
imprensa@actacomunicacao.com.br


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Tipo: Pauta  Data Publicação:
Fonte do release
Empresa: ACTA Comunicação Integrada  
Contato: ACTA Comunicação Integrada  
Telefone: 11-56311866-

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