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De qual empurrãozinho você precisa para começar o ano novo fazendo o investimento financeiro certo?
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Especialista alerta para comportamentos inconscientes e incentiva aplicações automáticas.

Você já ouviu falar de Psicologia Econômica? Não? Então, preste muita atenção, porque esse assunto pode mudar sua vida financeira.
Todo comportamento envolve algum tipo de escolha e tomada de decisão. Em relação ao dinheiro, por exemplo, sabemos que se deve gastar menos do que se ganha para com isso conseguir poupar. Mas nem sempre isso acontece, certo? Por quê, se somos seres racionais?
Quem explica é a especialista em planejamento financeiro, Karoline Cinti.
\"Por muito tempo, acreditou-se que, por ser dotado de razão, o homem fosse capaz de conter seus instintos e emoções, avaliar objetivamente as situações e escolher, dentre várias alternativas, a mais vantajosa. Mas, foi se descobrindo que não somos tão racionais assim. E para estudar o comportamento das pessoas que quase sempre é diferente do esperado surgiu a Psicologia Econômica. Descobriu-se que há inúmeras limitações no processo decisório decorrentes dos atalhos mentais, que buscam obter uma economia de esforço ou rapidez de resposta. “O que importa para o nosso cérebro quando tomamos uma decisão é reduzir a tensão interna e atender desejos imediatos, buscando primeiro evitar a dor, e segundo ter prazer. Se por um lado esses atalhos mentais agilizam e simplificam a avaliação das informações recebidas, por outro, pode nos induzir a julgamentos enviesados e erros, se nos deixarmos persuadir por estereótipos e outras impressões”, resume Cinti.
Então é por isso que muitas vezes não conseguimos nos controlar diante de uma promoção, mesmo sabendo que o dinheiro vai fazer falta para aquela viagem dos sonhos, ou ainda não aguentamos ficar de fora de algo que parece ser uma grande oportunidade e que vai resolver nossas questões financeiras e nos deixar ricos!??
“Os investidores mais experientes também podem ser influenciados por comportamentos inconscientes, como não querer ou demorar para sair de um investimento mesmo perdendo dinheiro (aversão à perda), acreditar que o cenário de ganho passado irá se repetir, ou mesmo confiar excessivamente nos próprios conhecimentos e na suficiência das informações para a tomada de decisão (excesso de confiança). Nosso cérebro procura por aquilo que reforça nossas crenças e condiz com nossas vontades (viés de confirmação). Além disso, somos facilmente influenciados pelo o que os outros falam e fazem (efeito manada), desejando nos sentir aceitos e pertencidos, e preferimos acreditar que tudo vai dar certo, subestimando os riscos (otimismo exacerbado). Enfim, buscamos geralmente por algo que alivia nossa tensão e nos dá gratificações imediatas, ao invés de guardar para um futuro que é incerto e duvidoso”, explica Cinti.

Faça aplicações automáticas e vá aumentando o valor das contribuições
Por isso que, para começar a poupar e investir, precisamos simplicar nosso processo decisório, já que o cérebro naturalmente não quer guardar dinheiro. Isto porque, a parte da nossa cabeça responsável por planejar e decidir foi a última a se desenvolver, se comparada com a área emocional e instinto de sobrevivência. Viver muito também é novidade para nós.
“Se esperarmos sobrar para guardar dinheiro, não sobra. O valor a ser investido deve ser o primeiro a sair da conta. Por isso, pense em um montante que você acredita conseguir economizar por mês ou defina um percentual das receitas, e faça uma aplicação automática próxima às datas de recebimento”, orienta Cinti.
“O que vale nos primeiros meses é conseguirmos criar o hábito de poupança, independente do valor. Depois de três meses, para não se acomodar, revise as despesas e faturas do cartão em busca de desperdícios e parcelas que estejam acabando, direcionando aos poucos novas quantias até atingir a meta de investimento”, complementa Cinti. Especialistas financeiros acreditam ser saudável possuir uma capacidade de poupança de 10% a 20% sobre a renda.

Use dinheiro de papel
Substituir o cartão de crédito pelo dinheiro de papel pode ser uma boa estratégia para ter mais controle ou sair das dívidas. “Com o dinheiro, sentimos a “dor” da perda no ato da compra, com o cartão ela é adiada. E nossa mente detesta perder e adora ganhar”, aconselha a especialista.

O investimento certo
Se já é difícil decidir quanto poupar, escolher a carteira de investimentos adequada é ainda mais complicado. Um bom exemplo no momento é a queda histórica de 4,5% na Selic. Com a taxa de juros baixa, a tendência é a migração dos investimentos mais arriscados, em busca de maior rentabilidade, como imóveis, ações, moeda etc. “Todos esses vieses podem prejudicar a decisão quando não se avalia bem as opções”, alerta Karoline Cinti que nunca se cansa de repetir:
“O planejamento financeiro começa com a definição dos sonhos e valores. Os estudos mostram que ter maior clareza dos objetivos e estar mais conectados com o que de fato é importante para nós, serve de estímulo para não agirmos por impulso e sim com melhor autocontrole, fazendo análises e escolhas mais cuidadosas, conscientes e coerentes com nossa condição e propósito de vida. É através do autoconhecimento que vamos conseguir uma relação mais saudável com nosso dinheiro”.
Por último, a grande dica da especialista é escolher produtos financeiros de acordo com seu perfil de risco e finalidades. Defina uma estratégia de investimentos, selecione poucos produtos mas o suficiente para garantir uma diversificação equilibrada, e estabeleça um período de revisão, que não seja com muita frequência. Veja algumas sugestões de aplicações em diferentes tipos de produtos para curto, médio e longo prazo:
-Curto prazo: a reserva de emergência, bem como outros objetivos de prazos menores que 1 ano, devem estar em investimentos de baixo risco e alta liquidez (disponibilidade), como: tesouro Selic, CDBs e fundos de renda fixa.
-Médio prazo: tesouro e CDBs pré-fixados, LCIs, LCAs, com o período de vencimento próximo da data de realização do objetivo, e fundos de renda fixa e multimercado.
-Longo prazo: tesouro IPCA, CDBs vinculados à inflação, ações e previdência privada.

Sobre Karoline Cinti
Especialista em Planejamento Financeiro, com certificação CFP®, e Estratégia de Negócios, é Co-Fundadora da consultoria Mentory, empresa com 9 anos de mercado e pioneirismo em Finanças Pessoais e Inovação no Triângulo Mineiro. É membro da Planejar (Associação Brasileira de Planejadores Financeiros), colaboradora em artigos para portais de notícias ligados a economia e planejamento financeiro pessoal. Possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e é administradora pela UFU (Universidade Federal de Uberlândia).

Editorias: Negócios  
Tipo: Pauta  Data Publicação:
Fonte do release
Empresa: Ciclo Assessoria em Comunicação  
Contato: Michele Borges  
Telefone: 34-32552374-

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