As mulheres no comando da logística frigorificada

Presença feminina e inteligência emocional estão transformando empresas do setor

Mesmo a logística ainda sendo um setor de predominância masculina, as mulheres estão conquistando cada vez mais espaço. A partir da segunda metade dos anos 1990, a logística passou a ter uma função mais tática e menos operacional, deixando de ser braçal para ser mais estratégica e planejada. Por conta disso, as mulheres começaram a entrar nesse mercado com um destaque importante.

A Confiancelog, presente desde 2005 na cadeia do frio e sediada em São Paulo, tem na direção Rosemary Panossian, uma mulher que vem ganhando destaque no setor. A executiva começou sua carreira profissional no segmento alimentício frigorificado na área Comercial e passou a empreender nesse mesmo nicho. “Me apaixonei pelo segmento desde o início e busco uma melhoria constante dentro desse setor. É importante pensar no interesse que esse tipo de segmento desperta nas mulheres”, analisa.

Para a diretora, a participação da mulher não deve ser notada apenas no segmento logístico, mas de maneira geral na sociedade. “Temos evoluído muito, mas percebemos que de maneira geral os grandes salários ainda são para os homens. Especificamente na logística e mais ainda no segmento do frio, a participação da mulher ainda é algo restrito e reduzido em relação aos outros setores e em termos de percentual”. Rose também garante que tem o respeito dos homens no segmento e que nunca passou por nenhuma situação complexa. “Nunca me senti acuada e nem discriminada. Sempre tive o respeito dos homens, tanto dos clientes quanto dos colaboradores e concorrentes”, afirma.

De acordo com Isabela Perazza, diretora da Global Cold Chain Alliance (GCCA) no Brasil, uma característica das mulheres é demonstrar mais engajamento em apoiar outras empresas, mesmo quando são concorrentes. Segundo ela, porém, a participação das mulheres no setor precisa crescer mais. “Ainda falta bastante amadurecimento do mercado nesse ponto. Normalmente o crescimento das mulheres nessa área é mais lento. Percebo que elas buscam mais por inovação nos processos e também em questões relacionadas a sustentabilidade”, ressalta.

Algumas empresas já possuem em seu quadro de funcionários um equilíbrio de líderes entre homens e mulheres. Esse é o caso da CAP Logística Frigorificada, que tem mulheres em cargos de liderança estratégica na operação. “Trazemos perfeccionismo e excelência para as operações. Percebo que as mulheres que estão no ramo são extremamente dedicadas e focadas sem deixar de ser flexíveis. Espaço se conquista, e isso já está se refletindo na logística da cadeia do frio. Somos cada dia mais em quantidade e em desempenho”, destaca Viviane Moreira Leite, sócia e conselheira da CAP Logística Frigorificada e Chairwoman do Comitê de Segurança Alimentar da GCCA Brasil.

Editorias: Feminina  Negócios  
Tipo: Pauta  Data Publicação: 02/03/20
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