Especialista em saúde materno-infantil explica como superar dificuldades, derruba crenças equivocadas e reforça recomendações da OMS.
25 de agosto de 2025 – No Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização e incentivo à amamentação, é destacado o aleitamento materno, pilar fundamental para a saúde de mães e bebês. Apesar das campanhas e das evidências científicas, persistem dúvidas e mitos que dificultam a experiência de muitas famílias. Para esclarecer esses pontos, o Professor André Tabassini, especialista em saúde materno-infantil do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (Ceunsp), compartilha orientações e informações qualificadas.
"O aleitamento materno é um ato de amor e saúde com benefícios inquestionáveis para ambos", afirma o Professor Tabassini. Para as mães, a amamentação contribui para a contração uterina no pós-parto, auxilia na redução de perda de sangue e fortalece o vínculo afetivo com o bebê. Para os recém-nascidos, o leite materno é considerado o alimento mais completo, fornecendo todos os nutrientes essenciais e a imunidade para os primeiros meses de vida, protegendo-os contra diversas doenças.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde são claros em suas recomendações: amamentação exclusiva até os seis primeiros meses de vida e a manutenção do aleitamento até os dois anos de idade ou mais, conforme o desejo da mãe e do bebê.
Desafios e Soluções: Desmistificando a Amamentação
Embora a capacidade de produzir leite seja natural para a maioria das mulheres, o professor Tabassini reconhece que o caminho pode não ser fácil para todas. "Algumas mães enfrentam dificuldades por falta de orientação, questões anatômicas, cirurgias prévias ou infecções", explica. No entanto, ele ressalta que a maioria dos casos pode ser superada com o apoio adequado: "Cada caso deve ser avaliado individualmente, mas um bom acompanhamento e treinamento especializado solucionam grande parte dos desafios”, alerta.
O especialista do Ceunsp faz questão de combater mitos comuns que podem desestimular a amamentação. Ele enfatiza que "leite fraco" não existe, pois todo leite materno é nutritivo e perfeitamente adequado para o bebê, adaptando-se às suas necessidades. Além disso, esclarece que amamentar não causa a queda dos seios. Alterações no formato e na firmeza estão mais relacionadas a fatores genéticos, hormonais e ao envelhecimento natural.
O professor também desmistifica a ideia de que o processo precisa ser doloroso, explicando que dores geralmente indicam dificuldades de pega do bebê ou falta de orientação adequada, que devem ser investigadas por um profissional. Por fim, reforça que o leite materno é completo, contendo todos os nutrientes necessários para os primeiros meses de vida do bebê, dispensando a necessidade de outros alimentos ou líquidos.
Para as mães que enfrentam dificuldades, Tabassini reforça a importância de buscar acompanhamento especializado e avaliação multidisciplinar. "Não incentivo o uso de medicamentos para aumentar a produção de leite, mas sim a busca por orientação adequada. O sucesso da amamentação fortalece o vínculo afetivo e pode reduzir futuras demandas em saúde para os bebês", conclui o especialista, reafirmando o compromisso do CEUNSP com a promoção da saúde materno-infantil.
Sobre o Ceunsp – Com mais de 60 anos de tradição e dois campi – Itu e Salto –, o Ceunsp é reconhecido por seu ensino de qualidade, com ótimos indicadores comprovados pelo MEC, Enade e Guia da Faculdade, sendo considerado um dos maiores complexos educacionais da região. Oferece cursos de graduação e pós-graduação em diversas áreas do conhecimento. Em 2024, o Ceunsp passou a oferecer o curso de Medicina. A instituição pertence ao grupo Cruzeiro do Sul Educacional, um dos mais representativos do País, que reúne instituições academicamente relevantes e marcas reconhecidas em seus respectivos mercados. Visite: http://www.ceunsp.edu.br.