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Nonada mantém programação ativa no verão e reforça compromisso com artistas dissidentes em Salvador

Na contramão do ritmo tradicional do mercado de arte, que costuma desacelerar no início do ano, a Nonada mantém uma programação intensa durante o verão em Salvador e reafirma sua atuação voltada à valorização de artistas e territórios historicamente marginalizados. Fundada há quatro anos no Rio de Janeiro, a iniciativa passa a ser conduzida exclusivamente por Paulo Azeco, que segue solo à frente do projeto e consolida uma proposta curatorial voltada ao deslocamento do olhar do circuito hegemônico, aproximando produções dissidentes dos espaços de legitimação institucional.

Com presença consolidada em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, a Nonada desenvolve uma curadoria focada, sobretudo, em artistas LGBTQIAPN+, negros e criadores que raramente ocupam galerias e museus tradicionais, ainda marcados por filtros estéticos e sociais restritivos. Seguindo seu fluxo que vai contra a tradição do segmento, em que grande parte das galerias entra em recesso no início do ano, a Nonada inicia 2026 com exposições em plena alta temporada baiana.

Verão ativo em Salvador: arte, território e contraste social

Enquanto se prepara sua mudança para um novo endereço, maior e com ambiente mais arrojado, artistas representados pela Nonada ganham destaque em exposições institucionais na capital.

Entre as dicas para quem estiver em Salvador, vale conhecer a nova sede do Zumvi — espaço dedicado a um acervo criado pelo fotógrafo Lázaro Roberto. A exposição inaugural, com curadoria de Luedi Lunna, apresenta as transformações da cidade de Salvador ao longo dos últimos 30 anos, documentadas pelas lentes dos fotógrafos que integram o acervo. É importante lembrar que a sede histórica do Zumvi, no Pelourinho, segue aberta para visitação.

No dia 13 de janeiro, a Galeria da Cidade recebe Pinóia, primeira exposição individual de Daniel Barreto na Bahia. Nascido no Rio de Janeiro, o artista apresenta pela primeira vez seu trabalho ao público soteropolitano. O título da mostra, inspirado em uma frase do romance Capitães de Areia, de Jorge Amado, orienta uma leitura sensível sobre corpo, território e memória, sob curadoria de Victor Gorgulho. A exposição ocupa o espaço projetado por Lina Bo Bardi como anexo ao Teatro Gregório de Mattos, em diálogo direto com a paisagem urbana da Praça Castro Alves e a Baía de Todos-os-Santos.

Já no dia seguinte à tradicional Lavagem do Bonfim, Marlon Amaro inaugura Mirongar na Casa do Benin, no Pelourinho. Com curadoria de Osmar Paulino, a mostra reúne obras centrais da trajetória do artista, reconhecido por abordar de forma contundente temas como o racismo estrutural, o apagamento da população negra e as dinâmicas históricas de violência e subserviência impostas a corpos negros.

Erick Peres, também representado pela Nonada, inaugura uma exposição individual realizada em parceria com o Instituto, no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) — edifício histórico projetado por Lina Bo Bardi. A abertura acontece no dia 21 de janeiro, em pleno verão soteropolitano, reafirmando Salvador como um dos polos centrais da arte contemporânea no país. Essa conquista foi impulsionada pela sua premiação Pierre Verger de Fotografia, por sua série O Choro Pode Durar Uma Noite, Mas a Alegria Vem Pela Manhã, integralmente adquirida pelo Instituto Pierre Verger e incorporada ao seu acervo todas as obras que compõem o trabalho.

Juntas, as exposições e iniciativas reforçam a presença da Nonada no verão soteropolitano e consolidam a atuação do projeto, agora sob a condução exclusiva de Paulo Azeco, como agente de tensionamento crítico e ampliação de narrativas no circuito da arte contemporânea.

Editorias: Cultura e Lazer  
Tipo: Pauta  Data Publicação: 22/01/26

 
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