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| Colaboradores do Andorinha Hiper Center, na capital paulista, economizaram até duas horas diárias com eliminação do tempo dedicado só para troca manual de preços (Foto: Divulgação / Seal Sistemas) |
Tradicional varejista da Zona Norte de São Paulo, o Andorinha Hiper Center concluiu um projeto completo de digitalização da gestão de preços com a adoção de 20 mil etiquetas eletrônicas de prateleira (ou ESLs, sigla para Electronic Shelf Labels) em cerca de 95% da loja. A iniciativa, realizada em parceria com a Seal Sistemas, maior integradora de tecnologias para a cadeia de suprimentos no Brasil, trouxe ganhos significativos em produtividade, agilidade na adoção de preços promocionais e atualização mais rápida e precisa dos valores exibidos ao consumidor.
Fundado em 1974 pelo comerciante Thomaz Gouveia Netto no bairro de Lauzane Paulista, o Andorinha Hiper Center é o supermercado de maior faturamento por metro quadrado do País, segundo a Associação Brasileira de Supermercados. Com uma única loja de aproximadamente 6 mil metros quadrados, 16 mil SKUs (itens de produto) e cerca de 1.300 colaboradores, o hipermercado buscava uma solução para um problema frequente no segmento: imprecisões e prejuízos decorrentes da gestão manual da precificação.
“Mesmo com diversos controles internos, enfrentávamos desafios ocasionados por divergências de preços entre a gôndola e o caixa, além do alto tempo dedicado pelos nossos colaboradores para substituir etiquetas impressas”, diz Irineu Balzan, diretor de operações do Andorinha Hiper Center. “Em dias de mudança de ofertas, era comum que colaboradores estendessem o expediente só para trocar tags de papel, o que afetava a operação e gerava custo extra”, acrescenta.
Precificação em tempo real
A jornada de transformação tecnológica do Andorinha começou em 2023 com um projeto piloto que envolveu a instalação de 250 etiquetas eletrônicas de 2.6 polegadas instaladas na área de bebidas. Após seis meses de resultados positivos, o hipermercado estendeu a adoção da tecnologia, cobrindo quase toda a área total da loja. A implementação, realizada ao longo do primeiro semestre de 2024, envolveu também três cartazes digitais de 49 polegadas integrados às ESLs, além de oito antenas de radiofrequência. Esse infraestrutura tecnológica é monitorada pela Seal Care, serviço de suporte técnico preventivo e em tempo real da Seal Sistemas, garantindo total cobertura e controle das tags digitais.
“A principal vantagem foi a automatização total do processo de troca de preços, que antes demandava de uma a duas horas diárias de até 100 colaboradores”, afirma Flávio Boer, gerente sênior de TI do Andorinha. “Hoje, eliminamos esse tempo que levávamos para modificar os preços. As atualizações são automáticas e levam poucos segundos, via Wi-Fi, com integração ao sistema de gestão de preços que já utilizávamos”, complementa.
Para os consumidores, além de exibirem preço e descrição do produto, as ESLs mudam automaticamente de cor – para vermelho, em casos de promoção. Já para os gestores da loja, as tags permitem identificar rapidamente em qual corredor o produto correspondente está posicionado. Já os cartazes digitais exibem em tempo real as ofertas de alimentos e bebidas, reforçando a comunicação visual e dando impulso extra ao faturamento da loja.
Produtividade e experiência de consumo
A precificação digitalizada rendeu ganhos concretos ao Andorinha. As ESLs aumentaram a velocidade de resposta às variações de preços do mercado e deram mais agilidade às promoções-relâmpago, ampliando o poder de negociação com a indústria.
Além disso, as tecnologia eliminou erros operacionais provocados pela necessidade de trocar manualmente as etiquetas impressas – sobretudo a divergência de preços. Esse fator foi fundamental para melhorar a percepção de valor pelo consumidor, que passou a visualizar preços e outras informações com maior correção e clareza, evitando surpresas na hora de fazer o pagamento no caixa.
“Com as etiquetas eletrônicas, passamos a ter uma operação mais moderna, ágil e sustentável. A tecnologia nos permitiu realocar colaboradores para áreas mais estratégicas e eliminar as horas extras. Também reduzimos o uso de papel e agregamos ainda mais competitividade à loja diante da concorrência”, destaca Balzan.
O projeto bem-sucedido faz a varejista avaliar novas frentes de inovação, como a adoção de retail media, a ampliação do número de cartazes digitais e a integração de novos dados às etiquetas digitais – como a data de validade dos produtos. São itens que devem fazer parte da ampliação do complexo que abriga a loja, o que inclui a construção de um shopping center, com inauguração prevista ainda para 2025.
“O case do Andorinha Hiper Center reforça o potencial das etiquetas eletrônicas como ferramenta estratégica para o setor supermercadista. Um verdadeiro exemplo de como a tecnologia pode gerar resultados reais, alinhados à estratégia de negócio do cliente”, diz Wagner Bernardes, CEO da Seal Sistemas. “As ESLs são um divisor de águas para o varejista ao reduzirem custos, aumentarem a velocidade de resposta e elevar a um novo patamar a interatividade com o consumidor na loja física”, conclui.