Inteligência Artificial operacional, Unified Commerce e governança de dados estão no topo das prioridades dos varejistas, com investimentos focados em resultados mensuráveis e experiência do cliente
São Paulo, X de fevereiro de 2026 – O varejo global inicia 2026 com prioridades tecnológicas claras: eficiência, integração total de canais e uso de Inteligência Artificial (IA) aplicada às operações.
Segundo a Gartner, até o final de 2026, mais de 60% dos grandes varejistas terão implantado modelos de IA operacional que influenciam decisões de negócio em tempo real, em comparação com menos de 20%, em 2023.
“Recentemente participamos da NRF Retail's Big Show 2026, em Nova Iorque, onde tivemos insights muito interessantes, e percebemos que tecnologias emergentes deixaram de ser iniciativas isoladas e passaram a integrar o core das estratégias de negócio”, explica Ana Dividino, Vice-Presidente de Negócios da Softtek Brasil.
“A tecnologia deixou de ser diferencial para ser infraestrutura. O que importa agora é o impacto mensurável no negócio, no cliente e no resultado", complementa Ana.
Com base nesse cenário de convergência entre dados e operação, a Softtek mapeou as tendências tecnológicas prioritárias para o setor neste ano:
1. IA operacional e tomada de decisão em tempo real
A IA aplicada à operação deixa de ser projeto experimental e se torna parte da rotina dos varejistas. Essas aplicações incluem algoritmos que automatizam preços, recomendam ações de reposição e analisam comportamento do consumidor para decisões imediatas no ponto de venda ou no e-commerce, reduzindo perdas por ruptura e otimizando custos logísticos.
2. Unified Commerce como base competitiva
A integração entre canais físicos e digitais deixou de ser opção para se tornar condição de sobrevivência no varejo. Operações integradas podem aumentar a conversão significativamente ao reduzir rupturas e alinhar preços e ofertas entre canais.
No Brasil, apesar de avanços em omnichannel, desafios como qualidade de dados e sistemas legados ainda limitam essa integração para muitos players, cenário que demanda parceiros tecnológicos com expertise em modernização e governança.
3. Agentes inteligentes e governança de sistemas autônomos
O crescente uso de agentes inteligentes (sistemas que executam decisões operacionais com mínima intervenção humana) está acelerando a automação interna, desde o atendimento até a gestão de estoque. A adoção dessas soluções exigirá políticas claras de governança, observabilidade e segurança por design, dado o risco de vieses e ações automatizadas sem supervisão adequada.
4. Dados próprios e personalização em escala
Com restrições a cookies de terceiros e maior consciência sobre privacidade, o first-party data se tornou ativo estratégico, possibilitando oferecer experiências personalizadas que impactam diretamente a retenção e a receita. Esse foco em personalização baseada em consentimento e dados integrados se traduz em recomendações contextuais que elevam a conversão e a fidelidade do cliente.
5. Automação orientada por métricas e ROI mensuráveis
Varejistas que alinham iniciativas tecnológicas a metas claras de ROI, com ciclos de avaliação estruturados, conseguem performance operacional superior. Isso reforça a necessidade de combinar tecnologia, operação e governança para garantir ganhos rápidos e sustentáveis.
“O varejo brasileiro tem condições para liderar essa transformação na América Latina, mas isso exige ir além de projetos-piloto e avançar para a escala com governança estruturada. Ter tecnologia não é suficiente: é fundamental conectá-la à estratégia do negócio, com propósito claro e métricas que comprovem seu impacto”, conclui Ana Dividino.