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Minerais críticos: Brasil reforça posição estratégica em encontro no BID

Encontro em Washington foi idealizado pela BMJ Consultores Associados
O Brasil reafirmou, na última terça-feira (02), seu papel como parceiro estratégico dos Estados Unidos na agenda de minerais críticos, durante um encontro realizado no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington, DC. O evento reuniu especialistas, líderes do setor, representantes governamentais brasileiros e norte-americanos e instituições financeiras para discutir o cenário brasileiro e as oportunidades bilaterais no setor.
Idealizado pela BMJ Consultores Associados e apoiado pelo BID, Gin Capital, Ibram, InvestSP e Ouribank, o encontro destacou o crescente interesse global por minerais essenciais, especialmente em um momento em que apenas 30% do território brasileiro foi submetido a estudos geológicos detalhados. Esse cenário reforça o potencial de expansão do conhecimento geológico e a necessidade de políticas que garantam previsibilidade e competitividade.
Segundo os debatedores, instituições financeiras de ambos os países estão dispostas a co-investir em projetos de minerais críticos com alto potencial. Entretanto, o tempo de maturação e as taxas de retorno ainda não são compatíveis com a expectativa do mercado, o que compromete a competitividade nacional. A ampliação dos estudos geológicos é vista como chave para atrair tecnologia, capital e fortalecer uma indústria sustentável e transparente.
“O Brasil tem um potencial geológico extraordinário, mas ainda pouco explorado. Investir em conhecimento é o primeiro passo para transformar esse potencial em oportunidades reais e duradouras”, afirmou Welber Barral, sócio-fundador da BMJ Consultores Associados.
A abordagem brasileira, ressaltaram os participantes, vai além da extração mineral ao incorporar inovação, tecnologia, sustentabilidade e respeito às normas de licenciamento ambiental. Representantes norte-americanos reforçaram que a disputa estratégica com a China e a diversificação das fontes de suprimento são pontos centrais para a segurança nacional dos EUA. Programas como o Acordo de Materiais do Departamento de Defesa foram mencionados como mecanismos fundamentais de proteção das cadeias de suprimentos.
Entre as propostas discutidas, chamou atenção a criação de um fundo garantidor não governamental voltado ao financiamento de projetos de mineração, medida vista como forma de atrair capital internacional e tecnologia. O deputado Arnaldo Jardim, relator do PL de Minerais Críticos, destacou a importância de uma política nacional que identifique, explore e beneficie minerais essenciais para a transição energética e a economia digital, apoiada por incentivos fiscais, financeiros, creditícios e regulatórios.
A administração Trump também demonstrou interesse direto no tema, sublinhando a relevância dos minerais críticos para setores como agricultura, defesa, eletrônicos, energia, manufaturas, refino e transportes. A perspectiva é de demanda crescente e necessidade de reduzir vulnerabilidades das cadeias de suprimento, considerando que a China ainda domina etapas essenciais de determinados minerais.
O debate ressaltou ainda que a criticidade de cada mineral evolui com os avanços tecnológicos e com mudanças na oferta e na demanda. Foram identificadas oportunidades para redução de riscos, como inovações em extração, processamento, substituição, reciclagem, maior capacidade de armazenamento e melhorias no licenciamento ambiental.
“Este encontro demonstra que a cooperação entre Brasil e Estados Unidos precisa ser contínua, técnica e orientada a resultados. O tema dos minerais críticos é estratégico e exige coordenação entre governo, empresas e investidores”, completou Barral.
O evento encerrou-se com o consenso de que o momento é decisivo para aprofundar a colaboração entre os dois países, alinhando interesses de segurança, competitividade industrial e desenvolvimento sustentável.

Editorias: Economia  Governo  Jurídica  Negócios  Política  
Tipo: Pauta  Data Publicação: 12/12/25

 
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