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Geopolítica redefine relações comerciais e abre oportunidades para o agro brasileiro

O Brasil precisa se preparar para um novo ambiente geopolítico sem abrir mão de sua capacidade de dialogar pragmaticamente com diferentes parceiros. Para o agronegócio, isso significa transformar a atual reorganização econômica global em uma oportunidade para ampliar mercados, diversificar destinos e agregar valor à produção brasileira, reduzindo vulnerabilidades diante de eventuais mudanças na demanda ou nas relações comerciais entre as grandes potências.

“A estrutura multilateral criada no pós-guerra, incluindo instituições como a OMC, perdeu parte de sua capacidade de refletir a atual distribuição de poder. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos continuam sendo uma potência central, enquanto a China mantém sua trajetória de expansão. Índia e Rússia também integram esse complexo quadro de disputas e alianças”, explicou Alexandre Parola, embaixador do Brasil no Reino do Marrocos, durante a Mesa Redonda “O Agro na Geopolítica”, da edição histórica de 25 anos do Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), promovida pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), em parceria com a B3, nesta segunda-feira (10 de agosto), em São Paulo.

Ele avaliou que o Brasil precisa abandonar uma postura de planejamento apenas de curto prazo e construir uma estratégia de médio e longo prazo, considerando que terminou o período de relativa “negligência benigna” em relação ao país. “A segurança estratégica passou a influenciar cada vez mais as decisões econômicas e comerciais das grandes potências. Para o Brasil e o agronegócio, essa realidade abre oportunidades, mas também exige adaptação”, afirmou.

Para Braz Baracuhy, diplomata e especialista em geopolítica, o Brasil mantém interesses comuns com diferentes potências e também oportunidades de relacionamento com outras regiões do mundo. Ele defendeu uma combinação entre a capacidade da iniciativa privada e uma política de Estado de longo prazo, principalmente nas áreas de segurança alimentar e energética, e chamou a atenção para a dependência de rotas internacionais estratégicas, especialmente o Estreito de Ormuz. “O centro de gravidade da economia rural está no Estreito de Ormuz. Do ponto de vista geopolítico, isso é assustador, mas minha impressão é de que existem incentivos para a diplomacia".

Serviço:

25º Congresso Brasileiro do Agronegócio - Presencial e On-Line

Tema: Agro & Indústria Integrando e Transformando o Brasil

Data: 10 de agosto de 2026

Horário: das 9h às 18h

Local: Sheraton WTC São Paulo Hotel - Av. das Nações Unidas, 12.559

Informações e inscrições: https://congressoabag.com.br



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Cel: (11) 99981-9950

E-mail: enio@meccanica.com.br

Editorias:   Economia  Negócios  Política  
Tipo: Pauta  Data Publicação: 11/08/26

 
Fonte do release
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