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Coceira persistente pode ter relação com a menopausa e não deve ser tratada apenas como ressecamento da pele
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Uma coceira que aparece sem motivo aparente, incomoda principalmente à noite ou persiste mesmo depois da pele estar hidratada pode ser mais do que um simples incômodo. Entre as mulheres que passam pela menopausa, o sintoma ganha espaço em razão das mudanças provocadas pela redução dos níveis de estrogênio.

De acordo com o dermatologista Antonio Lui, da Santa Casa de Mauá, a relação entre menopausa e alterações da pele já é conhecida pela dermatologia, já que o estrogênio participa de mecanismos relacionados à hidratação, à estrutura e à função da barreira cutânea. Com a queda hormonal, a pele fica mais seca e suscetível a irritações, ao ressecamento excessivo e à coceira. “Nem toda coceira nessa fase deve ser atribuída automaticamente à menopausa”, explica.

A coceira pode ter diversas origens. O ressecamento é uma delas, mas dermatites, alergias, infecções e outras doenças dermatológicas também podem provocar o sintoma. Em alguns casos, quando for persistente, pode estar relacionada a condições que não começam na pele.

“Quando a pessoa sente muita coceira, mas não identifica nenhuma alteração na pele, vale observar o tempo de duração e se há outros sintomas associados. O prurido persistente pode ter causas muito diferentes e o tratamento depende do motivo correto”, ressalta Antonio Lui.

Outro fator que pode contribuir para o desconforto é o ciclo de coçar. A fricção constante provoca pequenas lesões, aumenta a irritação e torna a pele ainda mais sensível, criando um círculo difícil de interromper. Em pessoas que já apresentam a barreira cutânea fragilizada, esse processo pode ser ainda mais incômodo. Quando a coceira é constante, pode atrapalhar o sono, provocar irritabilidade e levar a pessoa a evitar determinadas roupas, atividades ou situações por receio de aumentar o desconforto.

“A menopausa provoca uma série de transformações no organismo e a pele participa desse processo. Entender essas mudanças ajuda a diferenciar o que pode estar relacionado ao ressecamento e à alteração hormonal daquilo que precisa de uma investigação dermatológica mais detalhada”, conclui o especialista.
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O Hospital Santa Casa de Mauá está localizado na Avenida Dom José Gaspar, nº 1.374, Vila Assis, Mauá. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 2198-8300 ou pelo site da instituição https://santacasamaua.org.br/ .

Informações à imprensa:
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Luciana Ponteli
http://www.mprossi.com.br

14/08/2026

Editorias: Feminina  Serviços  Saúde  Sociedade  Terceiro Setor  
Tipo: Pauta  Data Publicação: 26/08/26

 
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