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Dia internacional do cão-guia: número de cães no Brasil ainda é insuficiente frente à demanda
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Dia internacional do cão-guia: número de cães no Brasil ainda é insuficiente frente à demanda
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Dados do IBGE revelam que há mais de 6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência visual para apenas 200 cães-guia em atividade no país

Na última quarta-feira do mês de abril comemoramos o Dia Internacional do Cão-Guia, mas, infelizmente, ainda há um longo caminho de conquistas para percorrer antes de comemorar. Isso porque, o número de cão-guia no Brasil ainda não é suficiente para atender à demanda necessária. Segundo o IBGE, existem mais de 6 milhões de pessoas com alguma deficiência visual, e cerca de 200 cães-guia em atividade. No mundo, o problema se repete: existem aproximadamente 98 organizações que formam os cães, em 33 países, associadas a Federação Internacional de Cão-Guia.

A data, no entanto, homenageia a importância que o animal exerce na vida de uma pessoa com deficiência visual. Historicamente, as primeiras documentações de cães exercendo o papel de guia são do século 16. Segundo a Federação Internacional de Cães-Guia, o primeiro treinamento especializado neste suporte foi em meados de 1780, no hospital para deficiência visual Les Quinze-Vingts, em Paris, mas apenas em 1916 foi fundada a primeira escola exclusiva para a formação do cão-guia. Um importante passo, afinal, o cão se torna extensão do corpo da pessoa com deficiência visual. Além de guiar, o cão tem o papel de promover a inclusão através do aumento das interações sociais, ganho de autoestima entre outros benefícios.

Entretanto, a formação de cães-guias é uma tarefa que encontra muitas adversidades, desde a ausência de recursos financeiros para a manutenção e treinamento dos animais até a falta de centros especializados que ofereçam o serviço. Mas há uma luz no fim do túnel: com a missão de minimizar essas barreiras, existem instituições que treinam o cão-guia e doam à pessoa com deficiência visual, como o Instituto Magnus.

Conheça o Instituto Magnus

Entidade de assistência social, o Instituto Magnus surgiu em novembro de 2015 para promover a inclusão social, a convivência familiar e comunitária e a cidadania às pessoas com deficiência visual. Com uma estrutura física de 15.000 m², a inauguração oficial da instituição aconteceu em 28 de setembro de 2018, em Salto de Pirapora (SP), o que firmou ainda mais os valores e a atuação no segmento. Como resultado, até 2019 realizou a entrega de 18 cães-guias e, em 2020, está prevista a formação de mais dezoito novas duplas de cães-guias e pessoas com deficiência visual com o objetivo de diminuir a disparidade alarmante. Mantido pela Adimax, o Instituto se tornou modelo quando tratamos de iniciativas de empresas privadas com responsabilidades sociais.

Inserido na esfera da inclusão social das pessoas com deficiência visual, a atuação do Instituto Magnus é ampla e vai além do treinamento e entrega de cães-guia. Suas atividades também visam promover a conscientização e educação para uma sociedade mais inclusiva por meio de palestras informativas e educativas em escolas e empresas, vivências, dinâmicas de grupos e ações de divulgação para engajamento de pessoas à causa ”Há ainda muito trabalho pela frente, mas seguimos firmes na causa e aos poucos, com excelência acima de tudo, transformaremos muitas vidas”, declara Thiago Pereira, gerente geral do Instituto.

Com o objetivo de aprimorar o treinamento de futuros cães-guia, em abril de 2019, a entidade inaugurou uma maternidade em sua sede para abrigar primeira ninhada nascida no local. Neste ano, está prevista a chegada de algumas ninhadas e será na maternidade que iniciarão os treinos para a profissão futura que irão seguir.

Instrutor: a importante peça na formação de um cão-guia

O treinamento eficiente do animal é de suma importância no sucesso da tarefa de guia. No Instituto Magnus, por exemplo, os instrutores permanecem, em média, três anos em fase de aprendizado e passam por diversos módulos seguindo os padrões da Federação Internacional. Inicialmente apenas acompanham os instrutores e observam as atividades e depois a situação se inverte, até chegar a fase em que realizam as atividades com autonomia.

Existem profissionais dedicados ao desenvolvimento dos filhotes e socialização e outros ao treinamento específico do cão, entrevista da pessoa com deficiência visual e treinamento e acompanhamento da dupla.

A supervisão do cão-guia não acaba quando ele é doado para uma pessoa, pois após essa passagem, o instrutor ainda faz a adaptação e acompanha o animal por períodos determinados – sua aposentadoria.

Como agir quando estamos no mesmo ambiente que o cão-guia

É sempre muito difícil resistir à fofura dos cães, não é mesmo? Mas quando encontramos um cão-guia é preciso sempre lembrar que eles estão trabalhando, e qualquer desvio de atenção pode ser prejudicial à segurança do animal e do seu tutor. Então, quando estiver no mesmo ambiente, lembre-se:
– Não toque e nem acaricie o cão-guia enquanto ele estiver trabalhando;
– Não ofereça alimentos;
– Se quiser interagir com o cão, solicite primeiro à pessoa;
- Se quiser oferecer ajuda, também se dirija a pessoa com deficiência visual;
– A lei federal 11.126/2005 e o decreto 5.904/2006 asseguram o direito do ingresso e permanência do cão-guia junto com instrutor, treinador ou voluntário socializador em qualquer ambiente de uso coletivo.

Sobre o Instituto Magnus

Localizado em Salto de Pirapora, interior de São Paulo, o Instituto Magnus é uma iniciativa sem fins lucrativos, gerido pela empresa Adimax Pet. O trabalho do Instituto é contribuir para a inclusão social através do cão-guia em diversas esferas da sociedade, por isso, além do treinamento e entrega dos cães, possui atividades como palestras informativas e educativas, vivências, dinâmicas de grupos e ações de divulgação para conscientização e engajamento de pessoas para a causa.

Editorias: Animais  Educação  Sociedade  Terceiro Setor  
Tipo: Artigo  Data Publicação:
Fonte do release
Empresa: Renata da Silva Monteiro  
Contato: Renata da Silva Monteiro  
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