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Projeto celeiro oferece autonomia pessoal e profissional aos jovens em situação de acolhimento
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Em comemoração ao seu aniversário de um ano de existência, o projeto, acaba de anunciar a criação de mais uma “Casa Feminina” voltada para o acolhimento de jovens, por até três anos (dos 18 aos 21 anos). A iniciativa, trata-se de República Jovem que oferece às jovens muito mais do que um local para morar, e sim acesso a um plano de desenvolvimento individual, respeitando as escolhas, potencialidades e aptidões de cada uma, juntamente com a possibilidade de estudar, trabalhar, desenvolvendo a autonomia para a entrada digna no mercado de trabalho

O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), foi um grande avanço para a questão dos jovens em situação de risco no Brasil. Antes da promulgação do ECA em 1990, as instituições existentes para acolhimento de crianças e adolescentes eram os antigos orfanatos, educandários ou colégios internos, amparadas pelo código do Menor. Durante décadas, essas instituições ficaram conhecidas como espaços de abandono, atendendo a muitas crianças ao mesmo tempo. No entanto, a situação no município de São Paulo ainda é muito séria. De acordo com a ONG Visão Mundial, em 2017, 77.290 crianças e adolescentes da cidade de São Paulo estavam em situações de risco que incluem abusos, negligência e exploração.

Os números são preocupantes de maneira geral e a situação é grave também para uma faixa nem sempre lembrada: aqueles que já completaram 18 anos. Eles não são mais responsabilidade do Estado e têm que sair das casas de acolhimento para viver suas vidas. Geralmente, vão para Repúblicas Jovens, que na maioria dos casos estão em estado precário.

Para reduzir essa carência, foi criado em 2019 o Projeto Celeiro – Vó Tunica, uma República Jovem que oferece acesso a um plano de desenvolvimento individual, respeitando as escolhas, potencialidades, aptidões e oferecendo aos jovens muito mais do que uma casa para morar até completar 21 anos. A iniciativa oferece aos jovens, entre outras coisas, a possibilidade de estudar, trabalhar, desenvolvendo sua autonomia para a entrada digna no mercado de trabalho.

“Tudo começou quando descobrimos o que acontece com as crianças em situação de vulnerabilidade e são levadas para casas de acolhimento. Quando completam 18 anos, elas obrigatoriamente são desacolhidas. A partir daí restam algumas opções voltar para a família disfuncional, dividir aluguel com algum amigo caso este jovem tenha alguma renda ou dinheiro guardado, ir para um Centro de Acolhida que são destinados a moradores de rua ou ir para as Republicas Jovens existentes oferecidas pelo Estado, que não são suficientes para dar a atenção e os cuidados necessários. Caso não consiga se enquadrar em nenhuma destas opções, acaba restando ficar em situação de rua. O objetivo do Celeiro é receber este jovem e formá-lo, prepará-lo para o mercado de trabalho”, diz Djane Sant’Anna, uma das fundadoras do Celeiro - Vó Tunica.

Convívio, estudo e trabalho

De acordo com a SMADS, o Município possui 131 estabelecimentos de Serviços de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes, com um total de 2.305 vagas.
Na cidade existem atualmente 4 Repúblicas Jovens, destinadas a jovens com mais de 18 anos, perfazendo apenas 48 vagas. Este “funil” é devastador. Já no Brasil, de acordo com dados disponíveis no Cadastro Nacional de Adoção (CNA), existem 653 adolescentes com 17 anos em instituições de acolhimento.

Esses meninos e meninas ficam provisoriamente até completar 18 anos de idade sob tutela do Estado, morando em uma das 4 modalidades de serviços de acolhimento institucional para crianças e adolescentes: os Abrigos Institucionais, as Casas Lares, as Famílias Acolhedoras e as Repúblicas Jovens. Entretanto, o atendimento que recebem é muito longe do ideal. São quatro modalidades de acolhimento, porém as que tem adolescentes são somente os Saicas e as Casas Lares. As famílias acolhedoras só recebem pequenos e por pouco tempo. As Repúblicas acolhem somente após os 18 anos. São duas modalidades de acolhimento até os 18 anos, sendo Saica que acolhem 15 crianças e adolescentes (o foco principal é trabalhar retorno à família, mas nem sempre se consegue) e Casa Lar que acolhe até 10 crianças e adolescentes (foco trabalhar a autonomia).

Depois de descobrir essa realidade, as pessoas que criaram a República Jovem Celeiro – Vó Tunica decidiram trabalhar para mudar a condição desses jovens. No projeto, eles têm acesso ao convívio familiar, estrutura para estudo, acesso ao mundo do trabalho, desenvolvimento de habilidades e tudo mais que esteja ao alcance para que seja construída a condição necessária para a independência. Não podemos esquecer que um dos pilares mais importantes para que tudo isso dê certo é o afeto oferecido a elas. Tudo isso acontece em casas de Serviços de Alta Complexidade - Serviço de Acolhimento em República Jovem. São duas casas que devem acolher 6 meninas em cada casa – Casas Femininas, - por até três anos (dos 18 aos 21 anos), podendo se estender em alguns casos, e que ficam localizadas em Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo.

O local oferece atendimento durante o processo de construção de autonomia pessoal e possibilita o desenvolvimento de autogestão, autossustentação e independência. Possui tempo de permanência limitado, podendo ser reavaliado e prorrogado em função do projeto individual formulado em conjunto com o profissional de referência.

Mudança de vida

Para os adolescentes em situação de acolhimento que permanecem em abrigos ou casas lares até os 18 anos, chegar à maioridade traz um motivo a mais de ansiedade, pois poucos sabem onde irão viver depois.

“Conheci o projeto por meio de “live” sobre como é a vida após o serviço de acolhimento. Busquei mais informações sobre o Celeiro, e uma representante da iniciativa foi até Campinas saber um pouco da minha história. O processo foi bem rápido e, em uma semana, eu estava em São Paulo. Apesar do medo, eu me adaptei rápido e me acostumei com o ambiente na casa Vó Tunica. Hoje, tenho acesso à internet, aulas de Inglês e Espanhol, boa alimentação e apoio de todos. Por meio do projeto, consegui uma oportunidade como aprendiz em uma grande empresa. Sou muito grata, agradeço a todos os que ajudam a iniciativa. Fui uma das primeiras jovens na casa e tenho certeza que essa experiência me levará a lugares que nunca imaginei na vida”, comemora Vitória, uma das jovens participantes do projeto.

“Com a maioridade, os jovens moradores de abrigos já são considerados independentes e aptos a viver por conta própria, mesmo quando não possuem capacitação profissional. Além da falta de apoio financeiro, são abalados pela ruptura repentina do convívio com os funcionários e colegas do abrigo”, lembra Djane Sant’Anna.

O Projeto Celeiro – Vó Tunica conta com o apoio de voluntários em diversas áreas (Médicos, Dentistas, Psicólogos e Professores, doações de empresas, de pessoas físicas e de um “crowdfunding”) para que consiga realizar suas ações.

Saiba como ajudar

• Doadores Pessoas Físicas “Colaboradores”
Através de assinatura no site de crowdfunding: http://www.catarse.me/celeiro_votunica
• Empresas “Semeadoras”, Empresas “Colaboradoras” e Pessoas Físicas “Semeadoras”
Entrar em Contato com:
Jorge Sant’Anna; Djane Tomé Sant’Anna; Tereza Cristina Monteleone
E-mail: contato@celeirovotunica.com.br
Fone: +55 11 5536 4851


Editorias: Educação  Feminina  Recursos Humanos  Terceiro Setor  
Tipo: Pauta  Data Publicação:
Fonte do release
Empresa: Tamer  
Contato: Nídia Bomtempo  
Telefone: 11-30312388-

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