Fundação do Livro e Leitura encerra agenda da 40tena Cultural com live de Pedro França
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Desde o mês de março, a Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto promoveu a 40tena Cultural – projeto que visa levar semanalmente ao seu público, de forma remota, atividades culturais como lives, oficinas, shows, bate-papos, debates, Clube do Livro, contação de histórias, entre outras. Para finalizar o ano de 2020, a instituição promove um bate-papo sobre o tema “Corpos Dissidentes: Representações na literatura e no cinema”, com o jornalista, diretor, roteirista e ator, Pedro França. A conversa que será mediada pela atriz, diretora e dramaturga, Eme Barbassa, acontecerá no Instagram, Youtube e na nova plataforma da Fundação https://www.fundacaodolivroeleiturarp.com/ , às 19h.

Segundo Pedro, a live vai investigar como acontece a representatividade nesses meios, além dos impactos que a sua ausência traz para a sociedade. “Precisamos investigar a representatividade e a cultura como elementos fundamentais para nós, enquanto sociedade. A cultura precisa ter narrativas, vozes e corpos para além do branco, masculino, cisgênero, heteronormativo e padrão. Isso não representa a sociedade”, destaca o jornalista.

Outro ponto de importância do debate, segundo ele, é trazer luz a essas questões e reafirmar que todos os espaços precisam ser diversos, que a representação precisa ser um compromisso das empresas e estruturas. O diretor ainda cita uma das principais pesquisas do Google, “como ser antirracista”, como um marco importante que ocorreu durante o ano. Mas alerta, que, todos precisam cobrar e fazer com que isso deixe de ser um discurso para sair bem na foto e se torne de fato uma política pública. “É um compromisso cotidiano de toda nossa branquitude. E isso vale, também, para todas as lutas, anti-machistas, antilgbtfobia e anticapacitista”, comenta.

Para Pedro, ainda existe esperança em recuperar o diálogo, deixando de lado o discurso de ódio, notícias falsas e armamento. “Isso não traz benefício para a sociedade, é historinha para boi dormir. Meu maior prazer em debater está em construir consenso de que precisamos nos unir”, diz o jornalista.
Sobre Pedro França.

É diretor e roteirista do documentário Ecos - sobre o assassinato de Toninho do PT, prefeito de Campinas executado em 2001, selecionado para o festival É Tudo Verdade (2009). Como jornalista, trabalhou em redações como Estadão e Joyce Pascowitch, além de ter colaborado com reportagens e perfis especiais para os jornais Folha, O Globo, Valor Econômico, e revistas Marie Claire, Gol, Claudia, Vogue, GQ, VIP. Na TV Globo, passou de 2015 a 2018 pelos programas "Esquenta", da Regina Casé, e "Estrelas", da Angélica. No GNT foi roteirista da segunda temporada da série documental Quebrando o Tabu (2019), da Spray Filmes, sendo responsável pelos episódios "Liberdade de Expressão Vs. Discurso de Ódio", "Religião e Política", "Depressão" e "Adoção". Assina o roteiro da segunda temporada do programa Que História é Essa?, de Fabio Porchat, exibido no GNT.

Assinou a direção e roteiro dos videoclipes "Pedrinho", da cantora Tulipa Ruiz (vencedor de melhor filme no Festival de Cinema de Vitória na categoria Video Musical, melhor filme e direção no Los Angeles International Music Video e indicado ao MVF, Music Video Festival), "Ninguém Perguntou por Você", da Letrux, "De Ontem", da Liniker (vencedor de melhor direção de arte no LAMVF e selecionado para o Bogotá Music Video), "Alô, Alô Marciano" e "Djanira", da Illy, e "Náufrago", da Majur.
Fundador do coletivo Representa, dedica-se a projetos audiovisuais e campanhas com foco na promoção da representatividade e dos direitos humanos. Atualmente, está em processo de documentário sobre representatividade LGBTQIA+ na política institucional e desenvolve série que investigará as raízes do ódio a LGBTQIA+. Integra o elenco do espetáculo "Pá de Cal", de Jô Bilac, interrompido pela pandemia.

40tena Cultural
Durante mais de nove meses de programação consecutiva, a 40tena Cultural já realizou mais de 90 atividades e interagiu com cerca de 30 mil pessoas. O projeto realizado pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto tem como proposta incentivar as pessoas a ficarem em casa durante o período da quarentena, em virtude da pandemia do coronavírus (Covid-19).

“A agenda foi uma inovação da Fundação neste ano, apesar de que já vínhamos projetando lançar algumas de nossas atividades e projetos pela internet e, com a pandemia, apenas aceleramos a nossa atuação online e intensificamos a programação que foi oferecida integralmente pela internet, por conta da necessidade de isolamento e distanciamento sociais”, conta Dulce Neves, presidente da Fundação do Livro e Leitura.

Para ela, a 40tena Cultural foi uma forma da Fundação não cessar suas atividades e continuar fomentando a importância da leitura e da formação de leitores, além de estabelecer uma conexão mais direta com as pessoas. A presidente conta ainda que o público ganhou ainda mais diversidade e atraiu pessoas de todas as localidades, inclusive de outros países.

Para a superintendente da Fundação, Viviane Mendonça, essa conexão com o público - com os participantes interligados de dentro de casa, foi uma forma de dizer às pessoas: estamos com vocês e continuamos a produzir nosso trabalho para valorizar a cultura e a literatura de nosso país”. A gestora comenta que os dados numéricos surpreenderam a equipe de produção da Fundação. Só o evento 20 Horas de Literatura, realizado em setembro para comemorar os 20 anos da FIL – Feira Internacional do Livro, reuniu 3 mil espectadores com média de 635 pessoas por dia. Participaram do evento como plateia online de 18 países como Brasil, Canadá, Chile, Finlândia, França, Índia, Irlanda, Filipinas, Portugal, EUA, entre outros. A maior concentração de público foi das cidades de Ribeirão Preto, São Paulo, Rio de Janeiro, São José do Rio Preto e Campinas, totalizando a participação de 25 estados brasileiros.

Viviane destaca um ponto importante da 40tena cultural e de outros projetos da Fundação neste contexto de pandemia, que é a economia criativa que possibilita fonte de renda para profissionais da cadeia cultural, já que este setor foi o primeiro a paralisar suas atividades, ainda em março de 2020. Dulce Neves complementa que neste contexto atual, “a cultura vive um momento de adaptações, bem como uma forte necessidade de reinvenção”, destaca.

Para acompanhar a programação semanal, basta acessar as redes sociais da Fundação do Livro e Leitura:
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Sobre a Fundação
A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Trata-se de uma evolução da antiga Fundação Feira do Livro, criada em 2004, especialmente para realizar a Feira Nacional do Livro da cidade. Hoje, é considerada a segunda maior feira a céu aberto do país. Em 2020, a Feira tornou-se internacional e entraria na 20ª edição. Por isso, recebeu recentemente nova identidade, apresentando-se como FIL (Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto), mas a sua realização foi remarcada para agosto de 2021, devido à pandemia do novo Coronavírus.

Com uma trajetória sólida e projeção nacional e agora internacional, ao longo de seus 20 anos, a entidade ganhou experiência e, atualmente, além da Feira, realiza muitos outros projetos ligados ao universo do livro e da leitura, com calendário de atividades durante todo o ano. A Fundação se mantém com o apoio de mantenedores e patrocinadores, com recursos diretos e advindos das leis de incentivo, em especial do Pronac e do ProAc.

Editorias: Cultura e Lazer  Educação  Feminina  Masculino  Mídia  
Tipo: Pauta  Data Publicação: 14/12/20
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