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26 DE MARÇO: Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia

O transtorno pode se manifestar em qualquer fase da vida e é responsável por 2% dos atendimentos emergenciais

A epilepsia é um transtorno cerebral crônico que afeta de 8-10% da população mundial, responsável por 1 a 2% dos atendimentos de emergência e destes, 25% mostram-se como primeiro evento convulsivo da vida. Para desmistificar e aumentar a consciência global sobre o tema, o dia 26 de março foi instituído o Dia Roxo ou Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia.

Foi com pequenos apagões que a epilepsia começou a dar os primeiros sinais para Renata Bitencourt, 24, diagnosticada com o distúrbio há 10 anos. “Inicialmente, achava que tinha muito sono e que dava alguns cochilos. Eu deixava as coisas caírem no chão e, às vezes, eu apagava e caia. Então eu achava que estava com muito sono e que por isso dava essa “pescada em pé”, conta a estudante. Mas foi após uma convulsão, que veio o diagnóstico e o tratamento.

Segundo a neurologista do NeuroAnchieta, Dra. Keila Galvão, este transtorno é provocado por descargas elétricas dessincronizadas do córtex cerebral, camada mais externa no cérebro, e caracterizada por alterações comportamentais súbitas, chamadas crises epilépticas, que se repetem a intervalos de tempo variáveis, podendo se manifestar em qualquer fase da vida.

De acordo com a neurologista, há uma imensa variabilidade de sintomas que podem ser relacionados à epilepsia. “Os mais frequentes ou que mais chamam a atenção das pessoas para crise epiléptica são os sintomas sensitivos como dormências, ou, formigamentos em parte do corpo ou metade do corpo. Há também alterações motoras como contrações repetidas e transitórias de parte do corpo, de apenas um lado ou todo o corpo”, explica.

É possível levar uma vida normal mesmo com o diagnóstico de epilepsia, desde que o paciente siga o tratamento adequado e respeite as orientações médicas que visam diminuir os fatores desencadeantes de crises. Hoje, Renata tem a epilepsia controlada, não apenas pelo uso dos remédios, mas por seguir as recomendações . “Eu não posso beber porque é um fator desencadeante, tenho que ter cuidado com a hora de privação de sono porque o meu tempo de sono influencia se vou ter crise ou não, o meu limiar de estresse também influencia se vou ter crise ou não. Mas tomando os remédios tudo isso é mais facilmente controlado”, conta Renata. De acordo com dados da OMS, os tratamentos são recebidos de forma positiva por cerca de 70% dos pacientes.

Para Renata, as pessoas ainda sabem pouco sobre a epilepsia. “As pessoas também são mal orientadas, acham que têm que colocar a mão dentro da boca do paciente, enquanto ele está tendo crise. Então as pessoas não conhecem muito a doença, mesmo ela sendo tão prevalente”, ressalta.

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na história do paciente com a descrição detalhada do evento suspeito. O neurologista faz associação com história de sofrimento do sistema nervoso central do paciente, seja ele agudo, como é o caso dos traumas, infecções e quedas; ou, sofrimento antigo como a história de desenvolvimento intrauterino traumático, sofrimento perinatal, no momento do nascimento ou nos primeiros anos de vida e que podem se tratar de hipoxemia cerebral, ou infecções ou traumatismos.

Há também exames de imagem que ajudam a fechar o diagnóstico. De acordo com o responsável técnico do Anchieta Diagnósticos, Dr. Anderson Benine Belezia, a Ressonância Magnética é a modalidade mais indicada. “Ela nos permite avaliar a existência de alguma alteração estrutural do parênquima encefálico que possa ser a causa das crises. A maior resolução e qualidade de imagem fornecida por aparelhos com campos magnéticos maiores, em especial os que possuem campos magnéticos de 3 tesla, permitem avaliações mais precisas e apuradas”, esclarece. O exame é indolor e leva aproximadamente 30 minutos.

O tratamento

O tratamento é sempre medicamentoso, considerando a frequência em que as crises acontecem, o tipo e os fatores de risco. De acordo com a Dra. Keila, atualmente há novos medicamentos antiepiléticos no Brasil, mas é importante ver a individualidade de cada paciente. “A indicação ou não da droga tem relação com o tipo de epilepsia e efeitos indesejáveis de cada medicação ou susceptibilidade de cada paciente. Além disso, cada paciente deve ser olhado de forma diferente”, ressalta.

Além disso, o diagnosticado deve associar o tratamento a hábitos saudáveis, como dormir bem, alimentação saudável e nos horários corretos, evitando jejum prolongado e o manejo precoce de infecções.

O que fazer ao presenciar uma crise?

Afaste os objetos que possam ferir a pessoa;

Proteja a cabeça para evitar trauma;

Afrouxe as roupas para a pessoa respirar melhor;

Posicione a pessoa de lado para liberar via aérea;

Não ofereça água;

Não coloque objetos na boca e nem tente puxar a língua, isso pode machucar, a crise é auto-limitada;

Se a crise durar mais de 5 minutos ou for repetida sem recuperação da consciência entre as crises, procure atendimento médico de emergência.

Dia Roxo

O Dia Roxo ou Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia foi criado em 2008 por Cassidy Megan, uma criança de 9 anos, com o apoio da Associação de Epilepsia da Nova Escócia (EANS). A cor roxa foi escolhida em referência à flor de lavanda que é frequentemente associada ao sentimento de solidão. Para Cassidy, a solidão era o sentimento que melhor definia as pessoas que sofrem com a Epilepsia.

Editorias: Feminina  Masculino  Negócios  Saúde  
Tipo: Pauta  Data Publicação:

 
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