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Dia Mundial de Combate à Tuberculose: grupos de risco e cuidados

Dia Mundial de Combate à Tuberculose: grupos de risco e cuidados

Diabetes e doenças imunossupressoras podem aumentar o risco de contrair a doença

A Tuberculose é uma das doenças que mais matam no mundo, de acordo com o Ministério da Saúde. A doença que pode ser transmitida facilmente pelo ar, pode agravar-se quando associada a vícios e doenças com a diabetes e HIV. Casos de diabetes mal controlados, por exemplo, podem aumentar em até oito vezes o risco de contração da doença.

De acordo com o infectologista do Hospital Anchieta, Dr. Victor Bertólio, “os principais fatores de risco são as doenças que baixam a imunidade, como a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida causada pelo HIV ou doenças autoimunes com necessidade de uso de drogas imunossupressoras”. Outros fatores de risco importantes são condições precárias de vida, pessoas privadas de liberdade, o etilismo e o tabagismo.

A doença é causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis e pode manifestar-se de diversas formas. O alvo mais comum é o pulmão. No entanto, existem também as formas extra pulmonares, como a ganglionar, intestinal, tuberculose óssea, entre outros. Em 2018, ela atingiu cerca de 76 mil pessoas no Brasil, de acordo com levantamento da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde. Dos infectados, cerca de 4,5 mil faleceram.

Sintomas

A doença desperta diversos sinais. A tosse prolongada por mais de 3 semanas, febre com piora no período vespertino, sudorese noturna e perda de peso, são alguns dos sintomas da Tuberculose na forma pulmonar. No entanto, quando atinge outros tecidos, pode causar sintomas como diarreia prolongada, aumento dos gânglios, e outros.

Diagnóstico e tratamento

Na maioria das vezes, o diagnóstico consiste em detectar a micobactéria em exame de escarro. Nas formas extra pulmonares o diagnóstico é variável e leva em conta uma série de considerações, podendo ser muitas vezes feito por exclusão.

Já o tratamento é feito por meio de múltiplos antibióticos em associação. Para a maioria das formas ele dura 6 meses, sendo 2 de fase intensiva e 4 para a fase de manutenção. De acordo com o infectologista é preciso realizar o tratamento da maneira correta. “O tratamento inadequado poderá fazer com que a bactéria desenvolva resistência aos antibióticos, dificultando muito a cura e aumentando o risco de complicações pela doença, entre elas o óbito”, ressalta Dr. Victor. ”Além disso, pessoas sem tratamento podem ainda disseminar a bactéria na comunidade e levar ao adoecimento de outras pessoas, em especial os familiares próximos”, acrescenta o infectologista.

Prevenção

A interrupção do tabagismo e do consumo de álcool pode reduzir o risco de adoecimento. Outras medidas envolvem evitar ambientes fechados, manter os cômodos arejados e com exposição ao sol. Pessoas que tenham se exposto a pacientes com tuberculose devem ser também avaliadas por um médico uma vez que, a depender do caso, poderá ser necessário um tratamento preventivo para evitar o adoecimento. Pacientes com diabetes também precisam prezar pelo tratamento adequado da patologia.

Distrito Federal

Apenas no primeiro trimestre deste ano, 68 pessoas foram diagnosticadas com Tuberculose no Distrito Federal.

No cumulativo de 2019, foram cerca de 412 casos, de acordo com dados da Secretaria de Saúde. A maior incidência ocorreu na região Sudoeste do Distrito Federal, que compreende cidades como Águas Claras (17), Recanto das Emas (7), Taguatinga (27), Samambaia (36) e Vicente Pires(0), totalizando 87 diagnosticados.

Dia Mundial de Combate à Tuberculose

Dia 24 de março é o Dia Mundial de Combate à Tuberculose. A data foi criada pela OMS em 1982, em comemoração aos 100 anos do anúncio do descobrimento do bacilo causador da doença, pelo médico Robert Koch.

Editorias: Feminina  Masculino  Negócios  Saúde  
Tipo: Pauta  Data Publicação:

 
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