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Projeto Alma Brasileira inicia temporada de apresentações em escolas públicas do DF
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Cinco músicos e educadores do Coletivo Educação pela Arte, que atuam em Brasília (DF), se reuniram para levar música e experimentação artística a estudantes do ensino público, na faixa de 12 a 16 anos. Trata-se do Projeto Alma Brasileira que, nesta edição de 2021, tem duas importantes missões: surpreender os alunos com uma vivência interativa e sensorial através da música e envolvê-los num processo de ressocialização após o distanciamento social durante a pandemia do novo Coronavírus. A primeira atividade acontecerá na próxima sexta-feira (12), no CED São Francisco, em São Sebastião-DF, a partir das 14h. Ao todo serão quatro encontros ao longo do mês.

O projeto existe desde 2005 e já foi realizado em mais de 30 países: Egito, Síria, Líbano, Bélgica, Holanda, Irlanda, Suécia, Hungria, Azerbaijão, Jordânia, França, Moçambique, Nova Zelândia, Guatemala, entre outros, além de em diversas cidades brasileiras – passando por universidades, escolas, conservatórios musicais e CEBs (Centros de Estudos Brasileiros no Exterior). Em Brasília, a primeira experiência aconteceu em 2018.

Com a retomada das escolas públicas às atividades presenciais nesta nova fase da crise sanitária, a expectativa dos músicos é que o projeto proporcione um recomeço na vida dos estudantes e traga um ânimo extra às aulas presenciais.

Segundo Nelson Latif, músico idealizador do Alma Brasileira, é ponto comum entre artistas e gestores da área da educação que os primeiros estímulos artísticos de crianças e jovens são fundamentais para seu desenvolvimento cognitivo, motor e humanístico. \"O projeto tem um papel fundamental de formação dos estudantes, pois a exposição da arte de qualidade dentro dos espaços públicos de ensino é escassa em todo território nacional. Com isso, eles acabam tendo pouco acesso à produção cultural de seu país\", explica.

Na contramão dessa realidade, os músicos envolvidos buscam despertar o interesse dos estudantes para a música e quem sabe até descobrir novos talentos. O percussionista Sandro Alves reforça que os participantes se encantam com os ritmos que marcam a cultura brasileira. \"Usamos a arte como fio condutor para levar educação e uma nova conscientização sobre a importância da música. As crianças e adolescentes têm contato com instrumentos e com uma nova percepção de arte, o que ajuda muito na formação. E ainda aprendem e se divertem. Isso é maravilhoso\", diz.

Temporada 2021

Neste ano, o Alma Brasileira, formado pelos músicos Bosco Oliveira, Ismael Rattis, Marcelo Lima, Nelson Latif e Sandro Alves, conta com a participação especial de Preto Breu, cantor e compositor do DF.

Composições do artista convidado serão apresentadas aos estudantes, ao lado de outras do cancioneiro popular – como de Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga, Adoniran Barbosa, Egberto Gismonti, entre outros. A ideia é fazer uma viagem através da história da cultura brasileira. Choro, samba, frevo e alguns estilos só percussivos são mostrados nas oficinas de percussão, como o samba batucada e o ijexá. \"Usamos nesta proposta de ensino a lição \'Paulo Freiriana´ de que ´educação é para todos´\", comenta Preto Breu, que também é professor e tem forte identidade com as comunidades inseridas no projeto. O artista é uma referência para este público.

\"Esse trabalho é importante porque juntamos grandes profissionais com carreiras internacionais e os colocamos dentro das escolas de ensino médio e fundamental\", enfatiza. Para Preto Breu, inserir a cultura brasileira nestes espaços oferece mais que uma formação - \"traz uma claridade e um significado para músicas que existem no Brasil, mostrando como é a alma brasileira. Vamos tentar movimentar essa garotada e esperamos que eles despertem para as várias possibilidades da música - como movimento, profissão ou lazer\".

O músico e professor Ismael Rattis, que está há sete anos no projeto, diz que a experiência vai além da formação musical e se depara com a falta de professores de música dentro das escolas públicas. \"Levamos uma proposta multidisciplinar e é possível envolver professores de todas as disciplinas. Tem sido muito gratificante\", revela. Ele sinaliza uma outra importante função do projeto: a responsabilidade social. \"À medida em que destrinchamos nossa história por meio da música, procuramos demonstrar como acontecem os processos étnicos no Brasil e como isso influencia a produção musical\".

Outra constatação do grupo é o quanto a música pode trabalhar a criatividade e levar as pessoas para outros lugares que não o de conflitos, ao mesmo tempo em que gera reflexões. \"A música tem forte relação com nosso dia a dia e com nosso arquivo identitário. Isso é encantador porque os ouvidos das pessoas se tornam mais críticos e mais atentos ao que está na paisagem sonora ao seu redor\", ressalta Rattis.

O músico Marcelo Lima avalia que o Alma Brasileira faz, na verdade, um grande convite para um mergulho no universo da música. \"É uma experiência sonora marcante – um primeiro contato, quase de espanto, mas aí a gente percebe a admiração dos estudantes diante de um tamborim, por exemplo. A música faz parte do ser humano de forma integral e o transforma para sempre\", finaliza.

Como funciona o projeto?

O Alma Brasileira promove concertos, palestras musicadas e oficinas de percussão. Para muitos estudantes, essa é a primeira apresentação musical que assistem, o que os sensibiliza. O objetivo dos artistas é gerar um entendimento mais amplo sobre a cultura local e a miscigenação étnica que estão nas raízes da MPB.

O projeto conta com fomento do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e da Secretaria de Cultura do Distrito Federal.

Mais informações sobre o projeto nos links:
https://www.youtube.com/watch?v=X2RzKQf9SGk&t=53s
https://www.youtube.com/watch?v=4Q0A3GALKeE

ARTISTAS DO ALMA BRASILEIRA

Bosco Oliveira
Músico e professor de violão da Escola de Música de Brasília há 20 anos. Tem uma longa trajetória musical no Brasil, com influência e produção voltada à música flamenca. Possui formação acadêmica em violão erudito.

Nelson Latif
Músico, sociólogo (USP) e gestor cultural (UNC), trabalhou por 27 anos na instituição Holandesa Uit de Kust, coordenando oficinas de percussão e de música brasileira para estudantes europeus. Dedica sua carreira especialmente à música instrumental brasileira.

Ismael Rattis
Percussionista e licenciando em educação na UnB, percorreu o Brasil ministrando oficinas de percussão pelo Projeto Eu Faço Cultura, patrocinado pela Caixa Econômica Federal.

Sandro Alves
Percussionista carioca radicado em Brasília há 10 anos, foi um dos fundadores da Escola de Samba Tradição e ritmista da Escola de Samba Portela desde criança. Hoje, radicado em Brasília, trabalha com vários nomes do cenário musical brasiliense fazendo produções de CDs, DVDs e trilhas sonora para filmes.

Preto Breu (compositor convidado)
É artista, músico e compositor do DF. Autor de músicas como \'O Samba Funk do Tatubola\', \'Greve Geral\' e o Ijexá \'Bate Mão Bate Pé\'. Participou várias vezes do Prêmio da Música da Rádio Nacional FM e foi destaque do Ano 2018 da Mostra SESC de Música.

SERVIÇO

O que: Projeto Alma Brasileira & Preto Breu

Quando: De 12 a 26 de novembro/2021

Agenda:
12/11 - 14h

CED São Francisco | São Sebastião-DF

Quadra 17, Lote 100 - São Francisco.

16/11 – 14h

CEF 01 | Paranoá-DF

Quadra 03 – Área Especial 06.

18/11 - 14h

CEF Dra. Zilda Arns | Itapoã-DF

Quadra 378 - Del Lago.

26/11 – 14h

CEF 01 | Varjão-DF

Vila Varjão do Torto, Quadra 07, Conjunto D, Lote 02, Setor de Habitações Individuais Norte.

Editorias: Cultura e Lazer  Educação  Feminina  Masculino  Mídia  
Tipo: Pauta  Data Publicação:

 
Fonte do release
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